Bainha do flexor infectada (Tenossinovite flexora piogênica) Folheto In-depth
O que você está sentindo
A infecção se localiza dentro do túnel estreito, no seu dedo ou polegar, pelo qual desliza o tendão que dobra o dedo. Os médicos chamam esse túnel de bainha do tendão flexor. Quando ela infecciona, todo o dedo geralmente incha de forma uniforme, da ponta até a base. O dedo costuma ficar em posição ligeiramente dobrada, e esticá-lo dói, às vezes muito. A dor é sentida ao longo da linha do tendão e tende a ser mais aguda perto da base do dedo, onde o inchaço costuma ser mais fácil de ver.
Dobrar o dedo costuma ser mais confortável do que esticá-lo, por isso você pode acabar mantendo esse dedo encolhido e usando os outros dedos no lugar dele. Tarefas que exigem uma pegada completa ou o dedo esticado tornam-se difíceis: segurar uma xícara, girar uma chave, digitar, abotoar roupas ou carregar sacolas de compras. O inchaço e a dor podem fazer o dedo parecer rígido e inútil.
Essa infecção pode surgir rapidamente e piorar depressa. Ela geralmente não alivia com o repouso e não é do tipo que melhora de um dia para o outro. Se você também estiver com mal-estar geral ou febril, isso é compatível com uma infecção que está se espalhando para além do dedo.
Vale saber que nem todos esses sinais aparecem em todos os casos; portanto, um dedo pode estar infectado mesmo que o quadro pareça incompleto. Esse é um dos motivos pelos quais essa condição às vezes é confundida com uma infecção de pele mais simples do dedo, que é tratada de forma bem diferente.
O motivo de a levarmos a sério é o que ela pode causar se não for tratada. A infecção pode danificar o tendão e o seu túnel, causando cicatrizes e inchaço no dedo. Mesmo com antibióticos e cirurgia imediatos, é comum haver alguma rigidez no dedo posteriormente, e o atraso no tratamento aumenta o risco de deformidade permanente ou até de perda do dedo. O diagnóstico precoce e a drenagem precoce dão ao dedo a melhor chance de ter bom movimento; portanto, se esses sintomas corresponderem ao seu caso, procure atendimento sem demora.
O que está realmente acontecendo
Dentro do seu dedo ou polegar há um túnel por onde passa o tendão que dobra o dedo, o cordão que puxa a ponta do dedo quando você fecha a mão. O túnel tem um revestimento liso que produz uma quantidade mínima de líquido, como óleo em uma dobradiça. Esse líquido permite que o tendão deslize livremente milhares de vezes por dia.
Nesta condição, bactérias entraram nesse túnel fechado e estão se multiplicando ali. Na maioria das vezes, elas entram por um corte, um ferimento perfurante ou uma mordida no dedo. Como o túnel é fechado, a infecção não tem para onde drenar, e o pus se acumula ao longo do tendão. O inchaço, a sensibilidade dolorosa e o dedo encolhido sobre os quais você leu acima são todos resultado desse pus retido em um espaço que não pode se esticar.
O túnel não termina no dedo. Na maioria das pessoas, ele se conecta a outros canais cheios de líquido na palma da mão e no pulso, e esses canais chegam até o pulso em até 80% das pessoas. É por isso que uma infecção aqui pode se propagar. Se ela se espalhar, o pus pode se acumular na palma da mão em forma de ferradura, ligando o polegar ao dedo mínimo.
O perigo está no efeito da infecção sobre o próprio tendão. O tendão recebe seu suprimento de sangue por uma fina faixa de tecido dentro do túnel, e o líquido que o nutre vem do mesmo revestimento que agora está infectado. Se não for tratada, a infecção pode destruir o tendão e o seu túnel, deixando cicatrizes que enrijecem o dedo. Em casos graves, pode custar parte do dedo ou do membro.
Os médicos às vezes classificam essa infecção em três níveis de gravidade, com base no aspecto do dedo antes de qualquer operação. Casos leves, detectados cedo, podem precisar de pequenas incisões e da lavagem do túnel. Casos mais avançados, especialmente quando se encontra pus, muitas vezes precisam de uma lavagem mais ampla e podem precisar dela mais de uma vez.
O que podemos fazer a respeito
O Dr. Kieran Hirpara, cirurgião de membros superiores no Mater Private Hospital Rockhampton, começa com as opções menos invasivas adequadas ao seu caso. Em geral, os pacientes são encaminhados à nossa clínica pelo médico de família; caso um fisioterapeuta tenha sugerido que você nos procure, ainda assim será necessário um encaminhamento do seu médico de família para que você tenha direito ao reembolso do Medicare. Uma avaliação na clínica, que inclui o seu histórico, o exame físico e os exames de imagem que forem necessários, estabelece o diagnóstico.
Esta não é uma infecção que tratamos primeiro com autocuidado ou fisioterapia. Como as bactérias estão se multiplicando dentro de um túnel fechado no seu dedo, esperar é arriscado. A infecção pode deixar cicatrizes no tendão e enrijecer o dedo, e o atraso torna isso mais provável. Por isso, se esses sintomas corresponderem ao seu caso, procuramos iniciar o tratamento imediatamente, em vez de observar e esperar.
Os antibióticos fazem parte do plano e são administrados por gotejamento em uma veia. Mas os antibióticos sozinhos muitas vezes não bastam para essa condição. O pus retido dentro do túnel precisa de uma saída; por isso, o tratamento geralmente combina antibióticos com a drenagem da bainha do tendão e a sua lavagem até ficar limpa. A drenagem é feita por pequenas incisões no dedo. Depois que o túnel é lavado, algumas pessoas também precisam de um período de irrigação contínua por um pequeno tubo, embora isso nem sempre seja necessário.
A cirurgia é considerada em quase todos os casos dessa infecção, e o quanto antes. Agir rapidamente dá ao tendão a melhor chance de voltar a deslizar. A operação abre a bainha, lava o pus para fora e alivia a pressão dentro do túnel. Conversaremos sobre o que o seu dedo precisa, pois a extensão da cirurgia depende de até onde a infecção avançou. Um caso leve, detectado cedo, pode precisar apenas de pequenas incisões e lavagem, enquanto um caso mais avançado precisa de uma lavagem mais ampla, às vezes mais de uma vez.
Após a cirurgia, a sua recuperação é orientada por um terapeuta da mão, e não por um fisioterapeuta. A terapia da mão após a cirurgia é feita com Ruby Doolan, da Extend Rehabilitation. A Ruby conduz a sua terapia e confecciona qualquer tala de que você precise para proteger o dedo enquanto ele cicatriza.
Algumas formas mais raras dessa infecção, causadas por germes incomuns, como micobactérias ou fungos, exigem um plano diferente. Elas são tratadas com uma combinação de cirurgia para remover o tecido infectado e um longo ciclo de antibióticos específicos ou medicamentos antifúngicos, às vezes conduzido em conjunto com um especialista em doenças infecciosas. O princípio é o mesmo: eliminar a infecção, proteger o tendão e dar ao dedo a melhor chance de movimento.
O que esperar
O prognóstico depende muito do momento do tratamento. Essa infecção pode ser tratada, e as pessoas que são atendidas e operadas cedo tendem a manter melhor movimento no dedo. Agir rapidamente dá ao tendão a melhor chance de voltar a deslizar. Mas, mesmo com antibióticos e cirurgia imediatos, é comum haver alguma rigidez no dedo posteriormente, inclusive em pessoas que antes eram saudáveis. Essa rigidez pode durar de semanas a meses, à medida que o inchaço diminui e as cicatrizes amolecem.
Se o tratamento atrasar, os riscos aumentam. A infecção pode destruir o tendão e o seu túnel, deixando cicatrizes que enrijecem o dedo permanentemente. Em casos graves, pode interromper o suprimento de sangue para o dedo e, nos piores casos, pode custar parte do dedo ou até o dedo inteiro. Raramente, uma infecção grave também pode causar na mão um inchaço com pressão perigosa, que precisa de cirurgia urgente para ser aliviado.
Portanto, o quadro honesto é este: a maioria das pessoas conserva o dedo, mas muitas ficam com alguma rigidez que percebem nas tarefas do dia a dia. A força de preensão, a extensão completa do dedo e as tarefas delicadas, como abotoar, podem demorar a voltar, e alguma perda pode permanecer. O dedo talvez nunca mais pareça exatamente o mesmo de antes da infecção.
O que ajuda é iniciar o tratamento rapidamente e, depois, fazer a sua parte. A sua terapia da mão é tão importante quanto a própria cirurgia. Mover o dedo conforme a orientação do seu terapeuta, protegê-lo na tala que a Ruby confecciona para você e manter os exercícios ao longo das semanas seguintes, tudo isso lhe dá a melhor chance de um bom resultado.
Nas suas consultas de revisão, seremos francos com você sobre como o seu dedo está evoluindo e sobre o que mais pode ser feito se ele estiver mais rígido do que esperávamos.
Quando procurar ajuda médica
Essa infecção é um problema para ser resolvido no mesmo dia, e não algo para observar durante o fim de semana. Vá a um pronto-socorro se todo o dedo estiver inchado e dolorido ao longo da linha do tendão, se ele ficar encolhido e esticá-lo causar dor intensa, ou se você se sentir febril ou com mal-estar geral. Peça uma avaliação com especialista no mesmo dia se um dedo estiver piorando rapidamente, especialmente após um corte, uma perfuração ou uma mordida. O inchaço pode interromper o suprimento de sangue para o dedo, e uma pressão perigosa pode se acumular na mão; portanto, o atraso custa tecido. Se você já fez o tratamento e o dedo voltar a ficar dolorido, vermelho ou inchado semanas depois, volte, em vez de esperar passar.
Em maior profundidade
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Esta seção aborda temas que vão além do necessário para suas próprias decisões de tratamento. A bainha do flexor infectada merece uma leitura mais atenta, pois é a única infecção na mão que constitui uma verdadeira emergência; além disso, dois dos fatores que mais determinam o desfecho do caso já foram decididos antes mesmo de o paciente chegar ao hospital — um deles, anos antes.
O diagnóstico baseia-se em quatro sinais descritos na década de 1930 que nunca foram devidamente testados
Allen Kanavel descreveu quatro sinais de infecção na bainha do flexor: um dedo inchado em toda a sua extensão, e não apenas num ponto; mantido ligeiramente dobrado; tendo sensibilidade dolorosa ao longo de toda a bainha do tendão, e não apenas numa articulação; e, o mais útil dos quatro sinais, dor intensa quando alguém estica o dedo suavemente [1].
Quase um século depois, esses quatro sinais ainda são utilizados para o diagnóstico; contudo, a sua sensibilidade, especificidade e confiabilidade interobservador nunca foram devidamente comprovadas [1]. Trata-se de uma lacuna notável para um diagnóstico cujo atraso pode levar à perda do dedo.
A consequência prática mais relevante é a seguinte: nem todos os quatro sinais aparecem em todos os casos, especialmente em crianças; a ausência de um ou mais sinais não exclui o diagnóstico [1]. Um dedo que falha apenas num dos testes de Kanavel não pode ser considerado livre de infecção.
A forma de drenagem influencia diretamente a amplitude de movimento do dedo posteriormente
Após o diagnóstico, é necessário descomprimir a bainha tendinosa; existem duas abordagens principais para isso: realizar uma incisão cirúrgica na bainha ou inserir um cateter fino nela e realizar a irrigação através de uma incisão muito menor.
Uma revisão sistemática envolvendo 763 pacientes constatou que a irrigação com cateter proporciona melhor amplitude de movimento do que a lavagem aberta, e que o uso de antibióticos como parte do tratamento, em vez de depender apenas do drenagem, também melhora a mobilidade [2].
Vale ressaltar que isso é o oposto do que ocorre no caso do felon: um abscesso na polpa do dedo, quando devidamente drenado, não necessita de antibióticos. A diferença reside na anatomia: o felon é uma cavidade fechada que pode ser completamente esvaziada, enquanto a bainha tendinosa é um tubo longo revestido pela superfície sobre a qual o tendão desliza. Não é possível limpar essa área sem danificar o que se pretende preservar; por isso, os antibióticos exercem um papel que a cirurgia não consegue cumprir.
O risco de perder o dedo depende principalmente do paciente
Este é o achado menos confortável, porém o mais útil. Na análise conjunta dos dados, as taxas de amputação foram influenciadas quase exclusivamente pelo estado de saúde geral do paciente, e não pela técnica cirúrgica: 39% em pacientes com diabetes, 64% em pacientes com insuficiência renal e 71% em pacientes com doença vascular periférica, todos valores estatisticamente significativos [2].
Esses números descrevem uma situação patológica distinta daquela vivenciada por uma pessoa saudável com uma pequena lesão por espinho. É por isso que uma infecção na bainha tendínea em diabéticos ou em pessoas com má circulação é tratada com maior urgência e exige lavagens repetidas mais frequentemente. Da mesma forma, a resposta honesta à pergunta “eu vou manter o dedo?” depende muito mais do estado geral de saúde do paciente do que de qualquer procedimento realizado durante a cirurgia.
Por que o atraso é mais importante do que quase qualquer outro fator
A bainha tendínea é um espaço fechado com baixo suprimento sanguíneo, contendo um tendão que depende de movimentos de deslizamento para funcionar. O pus acumulado sob pressão nesse espaço produz dois efeitos simultâneos: interrompe o fluxo sanguíneo para o tendão e gera aderências que posteriormente limitam os movimentos. Ambos os efeitos dependem do tempo decorrido; por isso, o tratamento precoce melhora consistentemente os resultados [2], e por isso a recomendação padrão para essa infecção específica é procurar o pronto-socorro em vez de marcar consulta com um clínico geral [3].
Mesmo quando tudo é feito corretamente e rapidamente, a rigidez pós-tratamento é comum. O grau dessa rigidez depende, em grande parte, de quanto tempo a bainha tendínea ficou sob pressão – fator que o paciente pode influenciar ao procurar atendimento precocemente.
Referências
[1] Kennedy CD, Huang JI, Hanel DP. Resumo: Sinais de Kanavel e tenossinovite flexora piogênica. Clin Orthop Relat Res. 2016;474(1):280-284. https://doi.org/10.1007/s11999-015-4367-x
[2] Giladi AM, Malay S, Chung KC. Revisão sistemática sobre o tratamento da tenossinovite flexora piogênica aguda. J Hand Surg Eur Vol. 2015;40(7):720-728. https://doi.org/10.1177/1753193415570248
[3] Goyal K, Speeckaert AL. Tenossinovite flexora piogênica: avaliação e tratamento. Hand Clin. 2020;36(3):323-329. https://doi.org/10.1016/j.hcl.2020.03.005
Evidence & references
This is the clinical evidence summary written for health professionals. It is technical, and it lists the research this page was built from. You do not need to read it to understand your treatment or to make a decision about it.
Overview
- Pyogenic flexor tenosynovitis is an uncommon closed-space infection of the hand [2].
- Pyogenic flexor tenosynovitis can result in severe stiffness and other sequela [2].
- Acute flexor tendon sheath infections are associated with significant morbidity [3].
- 43% of patients with acute flexor tendon sheath infections have a poor result [3].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can include destruction of the tendon sheath [6].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can include scarring and inflammation causing oedema of the soft tissues of the finger [6].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can include resultant finger stiffness [6].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can occasionally include compartment syndrome [6].
- Sonographic evidence of a swollen tendon and fluid in the flexor sheath correlates strongly with the diagnosis of acute suppurative tenosynovitis [4].
- Sonographic evidence of a swollen tendon and fluid in the flexor sheath should prompt early surgical drainage [4].
- Any suspicion of flexor tendon sheath phlegmon should lead to urgent surgical exploration [10].
- Any suspicion of flexor tendon sheath phlegmon should not lead to blind antibiotic prescription [10].
- The absence of pain on passive extension in advanced stages is a grave prognostic sign indicating tissue necrosis rather than improvement [7].
Anatomy & Pathophysiology
Flexor Tendon Anatomy and Sheath Structure
- The extrinsic finger flexors consist of the flexor digitorum profundus and the flexor digitorum superficialis [13].
- The flexor digitorum profundus inserts on the proximal volar aspect of the distal phalanx, flexing the distal interphalangeal joint as well as the proximal interphalangeal and metacarpophalangeal joints [13].
- The flexor digitorum superficialis acts as a flexor of the proximal interphalangeal and metacarpophalangeal joints [13].
- As flexor tendons pass distal to the metacarpal neck, they enter the fibroosseous tunnel, or digital flexor sheath [24].
- The fibroosseous tunnel extends distally to the proximal aspect of the distal phalanx [24].
- The tendinous sheath consists of annular pulleys, which provide mechanical stability, and cruciate pulleys, which provide flexibility [24].
- The first, third, and fifth annular pulleys (A1, A3, and A5) are located over the metacarpophalangeal, proximal interphalangeal, and distal interphalangeal joints, respectively [24].
- The second and fourth pulleys (A2 and A4) are situated over the middle portion of the proximal and middle phalanges [24].
- The A2 and A4 pulleys are the most essential in maintaining the mechanical advantage of the flexor tendons [24].
- The tenosynovium that lines the fibroosseous tunnel supplies both nutrition and lubrication to the poorly vascularized flexor tendons [24].
- Within the sheath, tendon vascularity is supplied via the vincula system: the vinculum longus and brevis [24].
- The tenosynovial sheath of the flexor pollicis longus is continuous with the radial bursa [24].
- The tenosynovial sheath to the little finger is continuous with the ulnar digital bursa [24].
- In some patients, the radial and ulnar bursae communicate, allowing a so-called horseshoe abscess to spread between the thumb and little finger if infection occurs in the flexor tendon sheath of either one of these digits [24].
Pathophysiology of Pyogenic Flexor Tenosynovitis
- Pyogenic flexor tenosynovitis (PFT) is an uncommon closed-space infection of the hand that can result in severe stiffness and other sequela [2].
- Acute flexor tendon sheath infections are associated with significant morbidity, with 43% of patients having a poor result [3].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can be destruction of the tendon sheath, scarring and inflammation causing oedema of the soft tissues of the finger with resultant finger stiffness or, occasionally, compartment syndrome [6].
- Sonographic evidence of a swollen tendon and fluid in the flexor sheath correlates strongly with the diagnosis of acute suppurative tenosynovitis and should prompt early surgical drainage [4].
- Any suspicion of flexor tendon sheath phlegmon should lead to urgent surgical exploration, not blind antibiotic prescription [10].
- Although unusual, nonsuppurative tenosynovitis secondary to foreign body migration may occasionally account for an otherwise unexplained mild but persistent tenosynovitis [11].
Classification
- Nonsuppurative tenosynovitis secondary to foreign body migration may occasionally account for an otherwise unexplained mild but persistent tenosynovitis [11].
Investigations
- A careful physical examination is essential to direct care and future testing if indicated [12].
- Diagnostic tests such as imaging and serum laboratory studies are useful in the determination of pathology but can be expensive, time consuming, and often nonspecific [12].
Treatment
Operative
- A minimally invasive, ultrasound-guided, percutaneous flexor tendon sheath lavage technique was effective in 65% of cases [1].
- A minimally invasive, ultrasound-guided, percutaneous flexor tendon sheath lavage technique was safe in 100% of cases [1].
- Any suspicion of flexor tendon sheath phlegmon should not be managed with blind antibiotic prescription [10].
- Placement of irrigation catheters in ulnar or radial bursitis may be facilitated by passing an irrigation catheter over a previously placed guide wire [9].
Outcomes and Prognosis
- No patient had a recurrence of the infection following closed tendon sheath irrigation for pyogenic flexor tenosynovitis [5].
- Use of a protocol for the treatment of severe infections of the hand resulted in a shorter hospital stay compared with patients treated before the protocol's institution [8].
- Use of a protocol for the treatment of severe infections of the hand resulted in faster healing compared with patients treated before the protocol's institution [8].
- Use of a protocol for the treatment of severe infections of the hand resulted in fewer complications, including recrudescence of infection, reoperation, stiffness, arthritis, and osteomyelitis, compared with patients treated before the protocol's institution [8].
Complications
- Pyogenic flexor tenosynovitis is an uncommon closed-space infection of the hand that can result in severe stiffness and other sequela [2].
- Complications associated with severe hand infections include recrudescence of infection, reoperation, stiffness, arthritis, and osteomyelitis [8].
Recovery
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can be destruction of the tendon sheath [6].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can be scarring and inflammation causing oedema of the soft tissues of the finger with resultant finger stiffness [6].
- The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can occasionally be compartment syndrome [6].
- Use of a treatment protocol resulted in a shorter hospital stay compared with patients treated before the protocol's institution [8].
- Use of a treatment protocol resulted in faster healing compared with patients treated before the protocol's institution [8].
- Use of a treatment protocol resulted in fewer complications, including recrudescence of infection, reoperation, stiffness, arthritis, and osteomyelitis, compared with patients treated before the protocol's institution [8].
- No patient had a recurrence of the infection following closed tendon sheath irrigation [5].
Key Evidence
- [L5] Our results have shown that this minimally invasive, ultrasound-guided, percutaneous flexor tendon sheath lavage technique was effective in 65% of cases and safe in 100% of cases. [1] (10.1016/j.hansur.2018.12.001)
- [L5] Pyogenic flexor tenosynovitis (PFT) is an uncommon closed-space infection of the hand that can result in severe stiffness and other sequela. [2] (10.2106/jbjs.rvw.26.00015)
- [L4] Acute flexor tendon sheath infections are associated with significant morbidity, with 43% of patients having a poor result. [3] (10.1016/0363-5023(90)90064-x)
- [L4] Sonographic evidence of a swollen tendon and fluid in the flexor sheath correlates strongly with the diagnosis of acute suppurative tenosynovitis and should prompt early surgical drainage. [4] (10.1016/0363-5023(89)90027-0)
- [L4] No patient had a recurrence of the infection. [5] (10.1016/s0363-5023(78)80141-5)
- [L5] The consequences of pyogenic flexor tenosynovitis can be destruction of the tendon sheath, scarring and inflammation causing oedema of the soft tissues of the finger with resultant finger stiffness or, occasionally, compartment syndrome. [6] (10.1016/j.jhsb.2006.02.019)
- [L3] The absence of pain on passive extension in advanced stages is a grave prognostic sign indicating tissue necrosis rather than improvement. [7] (10.1016/j.injury.2026.113631)
- [L3] Use of the protocol resulted in a shorter hospital stay, faster healing, and fewer complications (recrudescence of infection, reoperation, stiffness, arthritis, and osteomyelitis) when compared with 107 patients who were treated before institution of the protocol. [8] (10.1016/s0363-5023(88)80060-1)
- [L5] Placement of irrigation catheters in other closed space infections such as in ulnar or radial bursitis may also be facilitated by passing an irrigation catheter over a previously placed guide wire. [9] (10.1016/s0266-7681(97)80290-2)
- [L4] Any suspicion of flexor tendon sheath phlegmon should lead to urgent surgical exploration, not blind antibiotic prescription. [10] (10.1016/j.main.2011.10.025)
- [L5] Although unusual, the situation described may occasionally account for an otherwise unexplained mild but persistent tenosynovitis. [11] (10.1016/s0363-5023(83)80176-2)
References
[1] Designing a minimally-invasive, ultrasound-guided, percutaneous flexor tendon sheath lavage technique: a cadaver study. Hand Surgery and Rehabilitation. 2019. DOI: 10.1016/j.hansur.2018.12.001
[2] Management of Pyogenic Flexor Tenosynovitis. JBJS Reviews. 2026. DOI: 10.2106/jbjs.rvw.26.00015
[3] Acute flexor tendon sheath infections. The Journal of Hand Surgery. 1990. DOI: 10.1016/0363-5023(90)90064-x
[4] Use of sonography in the early detection of suppurative flexor tensosynovitis. The Journal of Hand Surgery. 1989. DOI: 10.1016/0363-5023(89)90027-0
[5] Closed tendon sheath irrigation for pyogenic flexor tenosynovitis. The Journal of Hand Surgery. 1978. DOI: 10.1016/s0363-5023(78)80141-5
[6] MRSA Pyogenic Flexor Tenosynovitis Leading to Digital Ischaemic Necrosis and Amputation. Journal of Hand Surgery. 2006. DOI: 10.1016/j.jhsb.2006.02.019
[7] Predictive Factors for Outcomes in Pyogenic Flexor Tenosynovitis: A 10-Year Analysis of 341 Patients. Injury. 2026. DOI: 10.1016/j.injury.2026.113631
[8] A protocol for the treatment of severe infections of the hand. The Journal of Hand Surgery. 1988. DOI: 10.1016/s0363-5023(88)80060-1
[9] Passage of an Irrigation Catheter with the Aid of a Guide Wire for Pyogenic Flexor Tenosynovitis. Journal of Hand Surgery. 1997. DOI: 10.1016/s0266-7681(97)80290-2
[10] Phlegmons des gaines des tendons fléchisseurs des doigts : étude de 120 cas. Chirurgie de la Main. 2011. DOI: 10.1016/j.main.2011.10.025
[11] Nonsuppurative tenosynovitis secondary to foreign body migration. The Journal of Hand Surgery. 1983. DOI: 10.1016/s0363-5023(83)80176-2
[12] Orthopaedic Knowledge Update 13 Ebook Without Multimedia. Anatomy, Evaluation, Clinical Examination, and Imaging > Evaluation and Clinical Examination: Current Concepts.
[13] A Lange Medical Book Current Diagnosis Treatment In Orthopedics Fifth Edition. 9Hand Surgery > Image DISORDERS OF THE MUSCULATURE OF THE HAND.
[24] A Lange Medical Book Current Diagnosis Treatment In Orthopedics Fifth Edition. 9Hand Surgery > FLEXOR TENDON INJURY.




