Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC) Folheto
O que você está sentindo
A síndrome da dor regional complexa (SDRC) é uma condição na qual a dor e outros sintomas persistem após uma lesão ou cirurgia, muitas vezes de forma desproporcional em relação ao problema original. Ela pode afetar a mão ou o braço após uma fratura ou operação, sendo causada por uma combinação de fatores, e não por um único motivo.
O principal sintoma é a dor. Ela pode ser intensa e debilitante, podendo se espalhar para além do local da lesão. A dor costuma piorar à noite ou após o uso da mão, podendo estar presente ao acordar. Movimentos, toque ou pressão na área dolorida podem desencadear novos episódios de dor. O repouso da mão pode aliviar um pouco os sintomas, mas a dor ainda pode persistir.
Tarefas cotidianas podem se tornar difíceis. Você pode ter dificuldade para segurar uma chaleira, girar uma chave, abotoar roupas ou segurar uma caneta. Escrever, cozinhar e carregar compras podem parecer mais complicados do que deveriam. Algumas pessoas acabam evitando usar a mão por medo da dor que isso provoca.
O diagnóstico da SDRC baseia-se no histórico clínico e no exame físico, e não em exames de imagem ou análises de sangue isolados. O médico também verificará outras possíveis causas da dor persistente antes de concluir que se trata de SDRC.
O reconhecimento e o tratamento precoces são fundamentais. O tratamento imediato reduz as chances de perda permanente de movimento e função. Mesmo assim, algumas pessoas acabam apresentando algum grau de deficiência ou incapacidade, mesmo após um tratamento adequado no início.
Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver SDRC do que outras. Mulheres, idosos e pessoas que realizam trabalhos manuais pesados correm mais risco após cirurgia por fratura de punho. Problemas neurológicos pré-existentes, como compressão de nervos ou distúrbios nervosos no pescoço, também aumentam esse risco. Após cirurgia para contratura de Dupuytren, mulheres e pacientes que têm mais de um dedo operado apresentam maior probabilidade de desenvolver a condição.
Se a sua dor parecer incomum ou não melhorar conforme esperado, informe seu médico o quanto antes.
O que realmente está acontecendo
A SDRC não é um dano visível em exames de imagem. O ferimento no osso ou no tecido pode estar cicatrizando bem, mas a forma como o corpo processa a dor mudou. Os nervos e o cérebro passam a enviar e interpretar os sinais de dor de maneira diferente do habitual; por isso, uma mão que parece normal por fora pode apresentar sensação de queimação, sensibilidade excessiva ou dor ao ser usada.
Pense nisso como um detector de fumaça que se tornou excessivamente sensível: uma pequena quantidade de fumaça já é suficiente para acionar o alarme. Da mesma forma, um toque leve ou um movimento suave podem provocar dor intensa. É por isso que os sintomas descritos anteriormente são consequências da própria condição, e não resultado de algo que a pessoa tenha feito de errado.
Como os próprios sinais de dor foram alterados, exames de imagem e análises de sangue não são confiáveis para diagnosticar a SDRC. Não existe um único exame capaz de confirmar o diagnóstico. Em vez disso, o médico analisa o histórico clínico e realiza um exame físico, excluindo primeiro outras possíveis causas. A SDRC só é diagnosticada após descartar todas as demais explicações; por isso, podem ser feitos exames para verificar condições como tumores glômicos – pequenos crescimentos nos vasos sanguíneos sob a unha que podem causar dor contínua e atípica.
A condição é complexa, e suas causas exatas ainda estão sendo estudadas. Sabe-se, porém, que diversos fatores podem atuar em conjunto para desencadeá-la. Problemas nervosos pré-existentes, como compressão de nervos ou distúrbios nos nervos do pescoço, são os principais preditores após cirurgia de fratura no punho. O sofrimento emocional tratado antes da fratura, como ansiedade ou depressão, praticamente dobra a probabilidade de desenvolver SDRC durante o tratamento. Mulheres, idosos e pessoas que realizam trabalhos manuais pesados também apresentam risco maior.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois o tratamento imediato reduz as chances de perda permanente de movimento. Mesmo assim, algumas pessoas acabam apresentando algum grau de deficiência mesmo após cuidados precoces adequados.
O que podemos fazer a respeito
Há muitas coisas que você mesmo pode fazer, e geralmente tudo começa com o movimento. Manter a mão e o braço em atividade é um aspecto fundamental do tratamento; a fisioterapia visa restaurar o movimento, a força e a confiança na utilização da mão. Pode parecer estranho mover algo que dói, mas atividades suaves e constantes ajudam a acalmar os sinais de dor hiper-sensíveis mencionados anteriormente. Uma abordagem mais ativa na recuperação também reduz a probabilidade de a SDRC se desenvolver após uma lesão. Experimente essa abordagem por algumas semanas, não apenas dias, e continue mesmo quando o progresso parecer lento. Algumas pessoas também se beneficiam da terapia com espelho: movimentam a mão não afetada enquanto a observam num espelho; além disso, o terapeuta pode utilizar outros tratamentos, como a terapia a laser, para aliviar a dor.
Caso o autocuidado não seja suficiente, existem medicamentos que podem ajudar. Analgésicos e anti-inflamatórios controlam as crises de dor e tornam o movimento mais confortável — o que é essencial, pois mover a mão constitui o principal tratamento. O médico também pode recomendar um curto ciclo de corticoides, como a prednisolona, que reduzem a inflamação e aliviam os sintomas, especialmente quando os tratamentos especializados são de difícil acesso. Há também opções aplicadas diretamente na pele, como cremes medicados, que oferecem uma forma simples de controlar a dor. Em casos mais resistentes, algumas pessoas recebem infusão de ketamina no hospital; esse procedimento atua diretamente nas vias da dor. Cada um desses métodos apresenta vantagens e desvantagens quanto aos efeitos colaterais e à duração do benefício; por isso, vale conversar com o médico sobre qual se adapta melhor a você.
Se os sintomas forem graves e persistirem apesar das medidas acima, consulte um especialista. O médico pode encaminhá-lo para avaliação especializada; para alguns problemas subjacentes específicos, ocasionalmente pode-se considerar um procedimento. Por exemplo, quando um nervo comprimido no pulso está causando os sintomas, sua liberação pode levar à resolução completa em muitas pessoas; articulações rígidas e contraídas também podem ser suavemente mobilizadas e posteriormente imobilizadas com talas. Essas decisões são tomadas caso a caso, após se descartarem outras causas, conforme descrito anteriormente. Quanto mais cedo a SDRC for identificada e tratada, maiores são as chances de evitar perda permanente de movimento; portanto, não adie a busca por ajuda.
O que esperar
O curso da SDRC varia de pessoa para pessoa; não existe um cronograma fixo a ser seguido. Em alguns casos, os sintomas melhoram ao longo de semanas ou meses, especialmente quando o tratamento é iniciado precocemente. Em outros, a dor persiste por mais tempo, e há quem acabe apresentando algum tipo de deficiência ou incapacidade permanente mesmo após um tratamento adequado no início. O reconhecimento precoce e o tratamento imediato são a melhor forma de evitar perdas duradouras de mobilidade; por isso, é importante não adiar a busca por ajuda.
Quando bem gerenciada, a evolução costuma ser de melhora gradual, e não de cura repentina. Movimentar a mão, mesmo que isso cause um pouco de dor, ajuda a “acalmar” os sinais de dor hiper-sensíveis mencionados anteriormente; os progressos geralmente ocorrem lentamente ao longo de semanas e meses. Alguns tratamentos podem trazer mudanças significativas nesse processo: a terapia com espelho e a terapia a laser conseguem reduzir a dor, às vezes já nas primeiras sessões. Quando um nervo comprimido no punho está na origem dos sintomas, sua liberação pode levar à resolução completa dos sintomas em muitas pessoas. Articulações rígidas e contraídas podem ser suavemente mobilizadas e, em seguida, imobilizadas com talas, o que geralmente apresenta bons resultados.
Se a condição for negligenciada, o prognóstico torna-se mais incerto: a dor pode continuar a aparecer, e o risco de rigidez duradoura e perda de função aumenta conforme o tempo passa. Em casos graves e crônicos que não respondem a nenhum outro tratamento, a cirurgia é por vezes considerada como último recurso. Esse não é um caminho comum; ele é avaliado somente após todas as demais opções terem sido testadas.
É justo dizer que a SDRC ainda não é totalmente compreendida, e suas causas continuam sob estudo. O que sabemos é que manter-se ativo, iniciar o tratamento cedo e trabalhar em conjunto com a equipe médica são os melhores passos para uma boa evolução. Tenha como expectativa uma melhora gradual, e não uma cura imediata; além disso, comunique ao médico qualquer alteração ou sintoma incomum que surgir ao longo do processo.
Quando procurar ajuda médica
Consulte seu médico de família ou outro médico o quanto antes se a dor após uma lesão ou cirurgia continuar piorando à noite, se espalhar para além do local da lesão ou se parecer muito mais intensa do que a própria lesão justificaria. Procure ajuda se o simples toque leve, um movimento suave ou mudanças de temperatura desencadearem dor intensa; também se sua mão ficou tão dolorida que você evita usá-la. O reconhecimento e o tratamento precoces da SDRC reduzem as chances de perda permanente de movimento; portanto, não espere que os sintomas desapareçam por conta própria. Como a SDRC só é diagnosticada após a exclusão de outras causas, qualquer dor persistente e atípica deve ser sempre avaliada, em vez de ser atribuída simplesmente à lesão inicial.
Evidence & references
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Overview
- CRPS is a multifactorial condition that requires further study to better understand its pathogenesis, epidemiology, genetic involvement, psychological implications, and treatment options [3].
- The diagnosis of CRPS is a clinical diagnosis based on history and physical examination [9].
- Early recognition and prompt treatment of CRPS are important to minimize permanent loss of function [9].
- Patients with CRPS may still experience permanent impairment and disability despite early recognition and prompt treatment [9].
- Quantitative sensory testing outcomes indicate altered pain mechanisms in complex regional pain syndrome compared to controls, with a pooled standardized mean difference of -0.41 [5].
- The reported incidence of CRPS is influenced by the choice of diagnostic criteria, study location, and how the fracture is managed [15].
- A more active treatment approach seems to lower the incidence of CRPS-1 following distal radius fracture [2].
- CRPS following isolated cubital tunnel surgery is exceedingly rare, with an overall 1-year incidence rate of approximately 0.33% [10].
- The Hamilton Inventory can be relied upon to assess CRPS symptoms, functional limitations, and psychosocial impacts [4].
Background & Causes
Pathophysiology and Diagnosis
- Quantitative sensory testing outcomes indicate altered pain mechanisms in CRPS compared to controls, with a pooled standardized mean difference of -0.41 [5].
- Early recognition and prompt treatment are important to minimize permanent loss of function, though patients may still experience permanent impairment and disability [9].
Risk Factors and Incidence
- Female sex and release of more than one digit are significant predictors of developing CRPS following treatment of Dupuytren contracture [11].
- Elderly patients, females, and manual laborers have higher risks of developing CRPS after distal radius fracture surgery [13].
- Preexisting neuropathic disorders, particularly traumatic nerve injuries, compressive neuropathies, and cervical radiculopathy, are the strongest predictors of CRPS after distal radius fracture [17].
- Patients suffering from scaphoid waist fracture may be at a higher risk of CRPS I, especially in women with diabetes mellitus who report severe pain before treatment [20].
- CRPS-related hand lesions developed in 19.4% of patients following arthroscopic rotator cuff repair [14].
Modifiable Factors and Management Implications
Symptoms & Presentation
- CRPS is a multifactorial condition [3].
- Pain is a highly debilitating symptom in CRPS-I [7].
- Patients with CRPS may experience permanent impairment and disability [9].
- Glomus tumors should be included in the differential diagnosis for patients with unusual chronic pain or neuropathy [19].
- The diagnosis of CRPS should only be a diagnosis of exclusion [19].
Management
Pharmacologic
- In patients presenting with chronic or refractory CRPS, strong consideration should be given for the use of ketamine [1].
- Prednisolone is a potential treatment option for CRPS, particularly in resource-limited settings where more specialized interventions may be unavailable [6].
- Topical application of doxepin may represent a simple option for the management of CRPS [18].
Non-Pharmacologic
- A more active treatment approach seems to lower the incidence of CRPS-1 [2].
- High-intensity laser therapy and mirror therapy provide conclusive evidence of pain reduction in CRPS-I, even after the third HILT treatment session [7].
- The methodological quality of non-pharmacological treatment approaches for upper limb CRPS is overall poor [8].
Operative
- A large percentage of patients diagnosed with and treated for CRPS type 1 can have full resolution of their symptoms with carpal tunnel release [12].
- The positive outcome for a patient with Dupuytren's and CRPS-I after collagenase clostridium histolyticum injection is encouraging [16].
Assessment and Prognosis
- Early recognition and prompt treatment are important to minimize permanent loss of function in CRPS [9].
Key Considerations
Diagnosis and Pathophysiology
- The reported incidence of CRPS is influenced by choice of diagnostic criteria, along with the study location and/or how the fracture is managed [15].
Risk Factors and Incidence
Treatment
- High-intensity laser therapy and mirror therapy offer conclusive evidence of pain reduction in CRPS-I, even after the third treatment session [7].
- A positive outcome was observed for a patient with Dupuytren's contracture and CRPS-I after collagenase clostridium histolyticum injection [16].
Prognosis and Assessment
Key Evidence
- [L1] In patients presenting with chronic or refractory CRPS, strong consideration should be given for the use of ketamine. [1] (10.1177/15589447221131847)
- [L3] A more active treatment approach seems to lower the incidence of CRPS-1. [2] (10.1177/1558944719895782)
- [L4] CRPS is a multifactorial condition that still requires further studying to better understand its pathogenesis, epidemiology, genetic involvement, psychological implications, and treatment options. [3] (10.1007/s40122-021-00279-4)
- [L4] It can be relied upon to assess CRPS symptoms, functional limitations, and psychosocial impacts. [4] (10.1016/j.jht.2025.02.004)
- [L1] The systematic review and meta-analysis of quantitative sensory testing outcomes indicates altered pain mechanisms in complex regional pain syndrome compared to controls, with a pooled standardized mean difference of -0.41. [5] (10.1186/s13018-022-03461-2)
- [L4] The report emphasizes the importance of recognizing CRPS and highlights the potential of prednisolone as a treatment option, particularly in resource-limited settings where more specialized interventions may be unavailable. [6] (10.1186/s12891-024-07333-0)
- [L1] The study results offer conclusive evidence of pain reduction, a highly debilitating symptom in CRPS-I, even after the third HILT treatment session. [7] (10.1016/j.jht.2025.02.009)
- [L1] Methodological quality of non-pharmacological treatment approaches for upper limb CRPS is overall poor. [8] (10.1177/17589983221138610)
- [L2] CRPS following isolated CuTS is exceedingly rare, with an overall 1-year incidence rate of approximately 0.33%. [10] (10.1016/j.jhsg.2026.101028)
- [L3] Female sex and release of more than one digit are significant predictors of developing CRPS. [11] (10.1177/1558944720963915)
- [L3] This study demonstrates that a large percentage of patients diagnosed with and treated for CRPS type 1 can have full resolution of their symptoms with carpal tunnel release. [12] (10.1016/j.jhsa.2024.09.024)
- [L3] The occurrence of CRPS is the result of many factors, with elderly patients, females, and manual laborers having higher risks. [13] (10.1186/s12891-024-07948-3)
- [L3] CRPS-related hand lesions developed in 19.4% of patients following ARCR. [14] (10.5397/cise.2021.00080)
- [L1] The reported incidence of CRPS is influenced by choice of diagnostic criteria, along with the study location and/or how the fracture is managed. [15] (10.1177/1758998320910179)
- [L4] The positive outcome for this woman with Dupuytren's and CRPS-I after CCH injection is encouraging. [16] (10.1016/j.jht.2024.09.002)
- [L3] Preexisting neuropathic disorders, particularly traumatic nerve injuries, compressive neuropathies, and cervical radiculopathy, are the strongest predictors of CRPS after distal radius fracture. [17] (10.1016/j.jhsa.2026.01.004)
- [L5] This case report suggests that the topical application of doxepin may represent a simple option for the management of CRPS. [18] (10.1016/s0020-1383(01)00054-7)
- [Case_report] Glomus tumors should be included in the differential diagnosis for patients with unusual chronic pain or neuropathy, and the diagnosis of CRPS should only be a diagnosis of exclusion. [19] (10.1177/1558944719895618)
- [L2] Patients suffering from scaphoid waist fracture may be at a higher risk of CRPS I, especially in women with diabetes mellitus who report severe pain before treatment. [20] (10.1186/s12891-021-04977-0)
References
[1] Pharmacologic Treatments in Upper Extremity Complex Regional Pain Syndrome: A Review and Analysis of Quality of Evidence. HAND. 2022. DOI: 10.1177/15589447221131847
[2] Treatment of Distal Radius Fracture: Does Early Activity Postinjury Lead to a Lower Incidence of Complex Regional Pain Syndrome?. HAND. 2020. DOI: 10.1177/1558944719895782
[3] Complex Regional Pain Syndrome: A Comprehensive Review. Pain and Therapy. 2021. DOI: 10.1007/s40122-021-00279-4
[4] Psychometric evaluation of the Hamilton Inventory to evaluate signs and symptoms in patients with Complex Regional Pain Syndrome (CRPS). Journal of Hand Therapy. 2025. DOI: 10.1016/j.jht.2025.02.004
[5] Pain mechanisms in complex regional pain syndrome: a systematic review and meta-analysis of quantitative sensory testing outcomes. Journal of Orthopaedic Surgery and Research. 2023. DOI: 10.1186/s13018-022-03461-2
[6] Complex regional pain syndrome: diagnostic challenges and favorable response to prednisolone. BMC Musculoskeletal Disorders. 2024. DOI: 10.1186/s12891-024-07333-0
[7] Effect of high-intensity laser therapy and mirror therapy on complex regional pain syndrome type I in the hand area: A randomized controlled trial. Journal of Hand Therapy. 2025. DOI: 10.1016/j.jht.2025.02.009
[8] Person-centred management of upper limb complex regional pain syndrome: an integrative review of non-pharmacological treatment. Hand Therapy. 2023. DOI: 10.1177/17589983221138610
[9] Complex Regional Pain Syndrome. 2021.
[10] Incidence and Patient-Level Risk Factors for Complex Regional Pain Syndrome Following Cubital Tunnel Surgery. Journal of Hand Surgery Global Online. 2026. DOI: 10.1016/j.jhsg.2026.101028
[11] Separating Fact From Fiction: A Nationwide Longitudinal Examination of Complex Regional Pain Syndrome Following Treatment of Dupuytren Contracture. HAND. 2020. DOI: 10.1177/1558944720963915
[12] Outcomes of Median Nerve Release in Complex Regional Pain Syndrome Type 1 of the Hand: A Prospective Case Series. The Journal of Hand Surgery. 2025. DOI: 10.1016/j.jhsa.2024.09.024
[13] Dynamic risk factors for complex regional pain syndrome after distal radius fracture surgery: multivariate analysis and prediction. BMC Musculoskeletal Disorders. 2024. DOI: 10.1186/s12891-024-07948-3
[14] Clinical outcome in patients with hand lesions associated with complex regional pain syndrome after arthroscopic rotator cuff repair. Clinics in Shoulder and Elbow. 2021. DOI: 10.5397/cise.2021.00080
[15] What is the incidence of complex regional pain syndrome (CRPS) Type I within four months of a wrist fracture in the adult population? A systematic review. Hand Therapy. 2020. DOI: 10.1177/1758998320910179
[16] The case of a woman with bilateral Dupuytren’s contractures who developed CRPS-1 after fasciectomy with no relapse on subsequent collagenase clostridium histolyticum injection and manipulation of the other hand: Considerations for implementing a Budapest criteria checklist and assessing vasomotor instability by measuring differences in skin temperature. Journal of Hand Therapy. 2025. DOI: 10.1016/j.jht.2024.09.002
[17] A Nationwide Propensity Score-Matched Analysis Identifying Preinjury Predictors of Complex Regional Pain Syndrome Following Distal Radius Fracture. The Journal of Hand Surgery. 2026. DOI: 10.1016/j.jhsa.2026.01.004
[18] Topical application of doxepin hydrochloride can reduce the symptoms of complex regional pain syndrome: a case report. Injury. 2002. DOI: 10.1016/s0020-1383(01)00054-7
[19] An Unusual Case of Periosteal Glomus Tumor at the Metacarpal Base Presenting as Type II CRPS: Case Report. HAND. 2020. DOI: 10.1177/1558944719895618
[20] Determinants of complex regional pain syndrome type I in patients with scaphoid waist fracture- a multicenter prospective observational study. BMC Musculoskeletal Disorders. 2022. DOI: 10.1186/s12891-021-04977-0




