Excisão da extremidade distal da clavícula Folheto

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Este protocolo orienta sua recuperação após a excisão artroscópica da extremidade distal da clavícula (também chamada de excisão da articulação acromioclavicular ou procedimento de Mumford) realizada pelo Dr. Kieran Hirpara no Mater Private Hospital Rockhampton. Cada fase abaixo começa com uma explicação simples, em linguagem acessível, sobre os pontos mais importantes, seguida pelo protocolo estruturado destinado ao seu fisioterapeuta. Leve esta página ou seu PDF na primeira sessão de fisioterapia para que a reabilitação seja devidamente coordenada. Seu fisioterapeuta fará a progressão entre as fases com base na evolução da recuperação do seu ombro, e não apenas no calendário.

Este protocolo destina-se exclusivamente à excisão isolada da extremidade distal da clavícula. Caso a sua cirurgia também tenha incluído reparo do manguito rotador, siga o protocolo de reparo do manguito rotador, pois o tendão reparado exige um ritmo de recuperação mais lento. (A excisão da extremidade distal da clavícula também é frequentemente associada à descompressão subacromial; nesse caso, o protocolo abaixo permanece igualmente aplicável.)

Caso tenha alguma dúvida ou preocupação quanto à ferida cirúrgica após a operação, entre em contato com o consultório. Geralmente é útil tirar uma foto da ferida e enviá-la por e-mail para análise.

O que esperar

A excisão da extremidade distal da clavícula consiste na remoção de alguns milímetros de osso da ponta da clavícula, de modo que as superfícies desgastadas da articulação acromioclavicular (a pequena articulação na parte superior do ombro) deixam de se friccionar uma contra a outra. Como não há nenhuma estrutura que precise ser protegida durante a cicatrização, a reabilitação avança rapidamente: a tipóia serve apenas para conforto; a maioria dos pacientes deixa de usá-la já na primeira ou segunda semana. Os movimentos podem ser iniciados imediatamente, e todos os protocolos publicados para esta cirurgia recomendam movimentação precoce em vez de repouso.

Dois aspectos são específicos desta operação e determinam o protocolo de reabilitação:

  • Movimentos que cruzam o corpo são os mais lentos para serem retomados. Os movimentos horizontais de adução comprimem a região onde o osso foi removido; por isso, geralmente são os últimos a se tornarem confortáveis. No início, são evitados deliberadamente e só reintroduzidos gradualmente.
  • Exercícios de pressão pesada vêm por último. Atividades que exigem grande carga na articulação acromioclavicular (como supino, dips e flexões) são as últimas a serem retomadas, normalmente após três a quatro meses. A maioria das demais atividades pode ser retomada bem antes disso.

Visão geral do processo de recuperação:

  • Fase I — Recuperação inicial e movimentação — semana 0–2
  • Fase II — Restauração da amplitude de movimento — semana 2–6
  • Fase III — Fortalecimento e retorno às atividades — semana 6–12
  • Fase IV — Retorno às atividades completas — a partir da semana 12

Na maioria dos casos, os pacientes já utilizam o braço para tarefas cotidianas leves nas primeiras duas semanas; retornam à maioria das atividades normais entre quatro e seis semanas, e voltam ao esporte ou a trabalhos mais pesados entre oito e doze semanas. Atletas que praticam esportes com movimentos repetitivos acima da cabeça (arremessos, natação, tênis) geralmente precisam de um pouco mais de tempo, entre dois e quatro meses.

Fase I — Recuperação inicial e movimentação (Semana 0–2)

A pessoa está inclinada para a frente pela cintura, com o braço operado pendendo para baixo, movendo-o em círculos suaves.

Kieran Hirpara 4.0

Exercício do pêndulo

Incline-se para a frente pela cintura e deixe o braço operado pender suavemente para longe do corpo. Faça o braço descrever pequenos círculos relaxados; o movimento deve vir do corpo, não dos músculos do ombro. Comece já no primeiro dia, mantendo-se dentro dos limites do conforto.

Programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Sentado, debaixo de uma polia instalada acima da porta, utilizando o braço são para elevar o braço operado.

Kieran Hirpara 4.0

Elevação assistida por polias

Sente-se debaixo de uma polia instalada na porta, segurando uma alça em cada mão. Puxe para baixo com o braço saudável a fim de elevar o braço operado, mantendo-o relaxado; em seguida, abaixe-o controladamente. Realize o exercício dentro dos limites do conforto e aumente a altura conforme tolerar.

Programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Deitado de costas, segurando uma vara com as duas mãos; o braço são empurra o antebraço operado para fora.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa assistida com bastão

Deite-se de costas, segurando uma vara ou bengala com as duas mãos, com os cotovelos dobrados em ângulo reto e junto ao corpo. Use o braço saudável para empurrar suavemente o antebraço operado para fora, afastando-o do corpo, e depois volte à posição inicial. O braço operado deve permanecer relaxado, deixando que a vara realize o movimento.

Programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Segurando uma vara atrás das costas, a mão superior puxa suavemente a mão inferior para cima, ao longo das costas.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação interna por trás das costas

Segure uma vara ou bengala atrás das costas, com a mão operada para baixo e a mão sã para cima. Use o braço são para levantar suavemente a mão operada pelas costas, e depois abaixá-la. Faça os movimentos dentro do limite do conforto — essa direção de movimento será retomada gradualmente.

Programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Uma mão que se fecha em um punho completo e depois se abre, ficando totalmente estendida.

Kieran Hirpara 4.0

Fortalecimento da preensão

Faça um punho fechado completamente e, em seguida, estique os dedos. Uma bola macia ou uma meia enrolada podem ser apertadas para exercitar a força de preensão. Mantenha o cotovelo, o pulso e a mão em movimento desde o primeiro dia.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Dobre e estique o cotovelo, mantendo o braço próximo ao corpo.

Kieran Hirpara 4.0

Flexão do cotovelo

Com o braço ao lado do corpo, dobre o cotovelo o máximo que puder confortavelmente, depois estenda-o completamente. Apenas o cotovelo deve se mover — mantenha o ombro relaxado. Faça o cotovelo, antebraço, punho e mão se moverem desde o primeiro dia.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Flexione o punho para a frente, para trás e para os lados.

Kieran Hirpara 4.0

Movimento do punho

Mantenha o pulso em movimento, dobrando-o para a frente, para trás e para os lados, com o braço fora da tipóia. Manter todo o braço em atividade desde o primeiro dia ajuda o ombro a se recuperar.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Cotovelo pressionado contra o corpo; vire a palma da mão para cima e depois para baixo.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação do antebraço

Com o cotovelo pressionado contra o corpo e dobrado em um ângulo reto, vire a palma da mão para cima, em direção ao teto, e depois para baixo, em direção ao chão. Mantenha o antebraço em movimento desde o primeiro dia, enquanto o ombro permanece imóvel.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Deitado de costas, use o braço saudável para levantar o braço operado acima da cabeça.

Kieran Hirpara 4.0

Elevação anterior assistida (deitado)

Deite-se de costas e use o braço saudável para ajudar a levantar o braço operado acima da cabeça, fazendo um alongamento suave; em seguida, abaixe-o novamente, mantendo o apoio do braço saudável. Deitar-se permite que a gravidade ajude e faz com que os músculos do ombro permaneçam relaxados. Faça o exercício dentro dos limites do conforto.

Programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Com o braço na posição vertical ao lado do corpo, pressione o dorso da mão contra uma moldura de porta, sem mover o braço.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa isométrica

Fique de pé com o cotovelo pressionado contra o corpo e dobrado em um ângulo reto; a parte de trás da mão deve encostar numa parede ou na moldura de uma porta. Pressione suavemente para fora contra a superfície, sem mover o braço; mantenha essa posição por alguns segundos e depois relaxe. Trata-se apenas de um exercício isométrico suave — não deve haver nenhum movimento nem tensão. Faça tudo dentro dos limites do conforto.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Visão posterior mostrando as omoplatas sendo puxadas para junto uma da outra e para baixo.

Kieran Hirpara 4.0

Posicionamento da escápula

Sentado ou em pé, puxe suavemente as escápulas para trás e para baixo, afastando-as das orelhas. Mantenha a posição por alguns segundos e depois relaxe. Um bom ritmo dos movimentos das escápulas desde o início ajuda o restante do programa a ser mais eficaz.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

As duas primeiras semanas têm como objetivo controlar a dor e o inchaço, além de promover a mobilidade do ombro. Use gelo regularmente: três a quatro vezes ao dia é o recomendado nas primeiras semanas. A tipóia serve apenas para conforto: use-a conforme a necessidade; retire o braço com frequência e pare de usá-la assim que se sentir confortável sem ela. Muitas pessoas acham a tipóia mais útil ao sair de casa, para evitar que alguém toque no braço. Não dirija por pelo menos seis semanas após qualquer cirurgia no ombro, mesmo após retirar a tipóia; seu cirurgião autorizará a volta à direção, geralmente na consulta de acompanhamento na sexta semana.

Comece a movimentar o braço imediatamente: o cotovelo, o pulso e a mão devem ser movimentados desde o primeiro dia, além de exercícios pendulares suaves e movimentos assistidos do ombro (utilizando o outro braço, uma vara ou um sistema de polias para elevar e girar o braço operado para fora). Tome analgésicos antes dos exercícios e das sessões de fisioterapia. O único movimento que deve ser evitado por enquanto é esticar o braço através do corpo em direção ao ombro oposto.

Para o seu fisioterapeuta:

Objetivos

  • Controlar a dor e o inchaço
  • Alcançar amplitude de movimento inicial: aproximadamente 140° de flexão anterior e 40° de rotação externa ao lado do corpo até o final desta fase
  • Autonomia no programa de exercícios domiciliares

Conduta

  • Tipóia apenas para conforto: retire-a gradualmente nas primeiras 1–2 semanas, conforme o paciente se sentir confortável
  • Aplicação de crioterapia 3–4 vezes ao dia, especialmente após os exercícios
  • Mobilização ativa imediata do pescoço, cotovelo, antebraço, pulso e mão
  • Exercícios pendulares desde o primeiro dia
  • Mobilização passiva e ativa assistida do ombro conforme tolerância: elevação anterior, rotação externa e rotação interna atrás das costas, utilizando polias, varas ou posições supinas com auxílio da gravidade
  • Exercícios de estabilização da escápula e mobilidade periescapular; atenção ao ritmo escapulohumeral desde o início
  • Fortalecimento da preensão; exercícios isométricos suaves do ombro conforme a tolerância à dor
  • Administração de analgésicos antes dos exercícios e das sessões de fisioterapia
  • Execução do programa domiciliar 3–5 vezes ao dia

Precauções

  • Evitar a adução horizontal do braço através do corpo
  • Não realizar exercícios resistidos no ombro, exceto isométricos suaves
  • Não levantar objetos mais pesados que itens cotidianos leves; proibido o apoio de peso no braço (ex.: levantar-se de uma cadeira ou cama)
  • Proibição de dirigir por seis semanas (aplica-se a qualquer cirurgia no ombro)

Critérios para avançar para a fase seguinte

  • Tipóia descartada e dor sob controle
  • Elevação assistida confortável até aproximadamente 140° e rotação externa até cerca de 40°

Fase II — Restaurando a amplitude de movimento (Semana 2–6)

Em pé, puxando o braço operado, cruzando-o à frente do peito, com a outra mão.

Kieran Hirpara 4.0

Alongamento cruzado do corpo

Coloque o braço operado sobre o peito e use a outra mão, posicionada acima do cotovelo, para puxá-lo suavemente ainda mais para esse lado. Retome esse movimento gradualmente, observando os sintomas — após esta cirurgia, é comum sentir uma leve sensação de pinçamento ao final do movimento, que desaparece com o tempo.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Deitado do lado da cirurgia, a mão sã pressiona o antebraço para baixo, em direção à cama.

Kieran Hirpara 4.0

Alongamento do tipo “sleeper”

Deite-se sobre o lado operado, com o braço estendido para a frente e o cotovelo dobrado em um ângulo reto. Use a mão saudável para pressionar suavemente o antebraço em direção à cama, até sentir um alongamento na parte posterior do ombro; em seguida, relaxe a pressão. Esse suave alongamento posterior ajuda a restaurar a capacidade de alcançar coisas atrás das costas. Faça o alongamento até sentir um desconforto firme, mas nunca dor aguda.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Em pé, com o cotovelo pressionado contra o corpo, gire o antebraço para fora contra a resistência de uma faixa elástica.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa com faixa elástica

Fique em pé com o cotovelo pressionado contra o corpo e dobrado em um ângulo reto, segurando uma faixa elástica fixada em um lado. Mantendo o cotovelo junto ao corpo, gire o antebraço para fora contra a resistência da faixa e depois volte lentamente à posição inicial. Comece o exercício quando o movimento já estiver quase completo; faça muitas repetições com baixa resistência.

Muitas repetições, carga baixa; conforme orientado pelo seu fisioterapeuta.

Puxar o cotovelo para trás e para baixo contra uma faixa mantida à frente, contraindo a escápula.

Kieran Hirpara 4.0

Remada baixa

Segure uma faixa à sua frente, na altura da cintura. Mantendo o braço razoavelmente esticado, puxe-o para trás e para baixo, em direção ao quadril, contraindo a escápula para baixo e para trás; em seguida, volte lentamente à posição inicial. Esse exercício fortalece os músculos da escápula, que estabilizam o ombro à medida que sua força é recuperada.

Muitas repetições, carga baixa; conforme orientado pelo seu fisioterapeuta.

Deitado de costas, com o braço estendido para o lado à altura do ombro, o cotovelo dobrado em um ângulo reto, e o antebraço girando para trás, em direção à cabeça.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa em posição 90/90 (deitado)

Deite-se de costas, com o braço estendido para o lado, na altura do ombro, e o cotovelo dobrado em um ângulo reto, apoiado num travesseiro. Gire lentamente o antebraço de volta em direção à cabeça, até onde for confortável, e depois volte à posição inicial com controle. Isso restaura a rotação do braço na posição elevada.

10 vezes, conforme orientação do seu fisioterapeuta.

Em pé, a mão operada alcança as costas e desliza suavemente ao longo da coluna vertebral.

Kieran Hirpara 4.0

Alcance da mão para trás das costas

Em pé, posicione o dorso da mão operada contra a região lombar e, usando apenas os próprios músculos, deslize-a suavemente para cima ao longo da coluna, até onde for confortável; em seguida, abaixe-a. Mova-se apenas dentro de uma amplitude confortável e nunca force o movimento.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

Com o uso do sling encerrado, esta fase visa recuperar a amplitude total de movimento do ombro em todas as direções: inicialmente com movimentos assistidos, depois com o próprio esforço do braço. Assim que a amplitude de movimento se aproximar do normal, inicia-se o fortalecimento suave dos músculos da coifa dos rotadores e da escápula, utilizando faixas elásticas e pesos leves. Utilize o braço normalmente nas atividades diárias, porém mantenha os levantamentos leves (não mais do que 5 kg) e evite qualquer atividade que exerça pressão ou carga excessiva sobre o braço. A movimentação de estender o braço através do corpo é reintroduzida gradualmente nesta fase, conforme a tolerância; é comum sentir uma leve sensação de aperto ao final desse movimento, que tende a desaparecer com o tempo. Muitas pessoas acham útil aplicar calor antes do alongamento e gelo depois; exercícios leves para a parte inferior do corpo, como caminhada, bicicleta ergométrica ou corrida, geralmente podem ser retomados a partir da quarta semana.

Para o seu fisioterapeuta:

Objetivos

  • Alcançar amplitude de movimento ativa total ou quase total em todos os planos até o final desta fase
  • Normalizar a cinemática escapulohumeral
  • Iniciar o fortalecimento da coifa dos rotadores e dos músculos periescapulares assim que a amplitude ativa se aproximar do normal

Conduta terapêutica

  • Evoluir da amplitude de movimento passiva e assistida para a amplitude ativa em todos os planos: flexão e elevação no plano escapular até o limite possível; rotação externa lateralmente e a 90° de abdução conforme tolerância; rotação interna atrás das costas com suave alongamento da cápsula posterior
  • Reintroduzir gradualmente a amplitude de adução cruzada do corpo, conforme os sintomas apresentados
  • Aplicar terapia manual e mobilização glenohumeral conforme indicação clínica
  • Passar de exercícios isométricos para fortalecimento da coifa dos rotadores e estabilizadores da escápula com faixas elásticas, quando a amplitude ativa estiver próxima do normal: realizar muitas repetições com carga baixa
  • Utilizar calor antes e gelo após as sessões conforme preferência; administrar analgésicos antes dos exercícios
  • Retomar progressivamente as atividades diárias normais; iniciar exercícios leves para a parte inferior do corpo (caminhada, bicicleta ergométrica, corrida) a partir da quarta semana aproximadamente

Precauções

  • Manter os levantamentos leves: cerca de 5 kg ou menos no lado operado
  • Evitar adução horizontal em extremidade de amplitude e posições que provoquem conflito subacromial
  • Proibir exercícios de compressão: supino, dips, flexões de braços
  • Postergar o alongamento combinado de abdução e rotação (posição 90/90) caso o ombro esteja sensível ou irritado

Critérios para avançar para a fase seguinte

  • Amplitude de movimento ativa total ou quase total, sem desconforto significativo
  • Tolerância aos exercícios de fortalecimento com faixas elásticas sem reaparecimento da dor

Fase III — Fortalecimento e retorno às atividades (Semana 6–12)

Deitado do lado não operado, gire o antebraço para cima, em direção ao teto, segurando um pequeno peso.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa em decúbito lateral com carga

Deite-se sobre o lado não operado, dobrando o cotovelo superior em um ângulo reto e puxando-o para perto do corpo. Segurando um peso leve, gire o antebraço para cima, em direção ao teto, e depois abaixe-o lentamente. Esse exercício permite que você progrida no fortalecimento do manguito rotador, passando do uso de elásticos para halteres.

2–3 séries de 8–15 repetições, carga baixa

Deitado do lado da cirurgia, levante um peso pequeno em direção ao corpo, usando o antebraço.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação interna em decúbito lateral com carga

Deite-se sobre o lado operado, com o cotovelo dobrado em ângulo reto e pressionado contra o corpo. Segurando um peso leve, levante o antebraço em direção ao corpo e depois abaixe-o lentamente. Isso equilibra o fortalecimento do manguito rotador com os exercícios de rotação externa.

2–3 séries de 8–15 repetições, carga baixa

Levantar ambos os braços em ângulo à frente do corpo, com os polegares para cima, até cerca da altura dos ombros.

Kieran Hirpara 4.0

Elevação completa do braço em plano scapular

Fique em pé, segurando um peso leve em cada mão; mantenha os braços ligeiramente à frente do corpo, num ângulo de aproximadamente 30 graus, com os polegares apontando para cima. Levante os braços até a altura dos ombros e depois abaixe-os lentamente. Esse exercício fortalece o deltoide e o manguito rotador numa faixa de movimento intermediária e confortável.

2–3 séries de 8–15 repetições, carga baixa

Deitado de bruços, puxe os cotovelos para trás e para baixo, formando um formato de “W”, contraindo as escápulas.

Kieran Hirpara 4.0

W em decúbito ventral

Deite-se de bruços com os braços ao lado do corpo. Puxe os cotovelos para trás e para baixo, em direção aos quadris, formando um formato de “W”, ao mesmo tempo em que une as escápulas; em seguida, abaixe os braços lentamente. Este exercício fortalece os músculos da parte inferior das escápulas, responsáveis por manter uma mecânica correta do ombro.

2–3 séries de 8–15 repetições

Puxe uma faixa elástica ou um peso em direção ao corpo, levando o cotovelo para trás e contraindo a escápula.

Kieran Hirpara 4.0

Remada em pé

Segure uma faixa elástica ou um peso leve à sua frente e puxe-o de volta em direção ao corpo, levando o cotovelo para trás e aproximando as escápulas; em seguida, volte à posição inicial lentamente. Esse exercício fortalece a região média das costas e as escápulas, elementos essenciais para sustentar o ombro quando você retomar suas atividades.

2–3 séries de 8–15 repetições

O braço é estendido para o lado, na altura do ombro; o antebraço gira para cima e para trás.

Kieran Hirpara 4.0

Rotação externa com o braço elevado

Com o braço estendido para o lado, na altura dos ombros, e o cotovelo dobrado a 90°, gire o antebraço para cima e para trás, depois volte à posição inicial de forma controlada. Mantenha o movimento suave e dentro de uma amplitude confortável. Esse exercício treina a rotação externa do braço na posição elevada.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta: de forma leve e controlada.

Com o retorno total da mobilidade, a atenção volta-se para o fortalecimento muscular e para o retorno às atividades cotidianas. Os exercícios de resistência evoluem de faixas elásticas para halteres, visando os músculos da coifa dos rotadores, do deltoide e da escápula; os exercícios tornam-se mais funcionais: treino na academia, natação, programa progressivo de arremessos para atletas que arremessam, além de um retorno gradual às tarefas laborais e esportivas. Na maioria dos casos, as pessoas retornam ao esporte e a atividades mais pesadas nesta fase, entre oito e doze semanas, guiadas mais pelo conforto e pela força do que pelo calendário. Os exercícios de pressão que mais sobrecarregam a articulação acromioclavicular (supino, dips e flexões) são os últimos a serem reintroduzidos, iniciando-se com cargas leves e amplitude reduzida.

Para o seu fisioterapeuta:

Objetivos

  • Restaurar a força, a resistência e o controle neuromuscular da cintura escapular
  • Retorno gradual às tarefas laborais, atividades recreativas e treinamento específico para o esporte

Conduta terapêutica

  • Aumento progressivo da resistência para os músculos da coifa dos rotadores, deltoide e estabilizadores da escápula: das faixas elásticas para halteres leves, geralmente 2–3 séries de 8–15 repetições
  • Inclusão de exercícios excêntricos, exercícios em cadeia fechada e, no final da fase, exercícios pliométricos conforme relevância para o esporte do paciente
  • Treinamento funcional e específico para o esporte: natação, programa progressivo de arremessos para atletas que arremessam, exercícios esportivos em condições controladas
  • Retorno gradual às tarefas laborais e esportivas, com base em critérios pré-definidos

Precauções

  • Os exercícios de pressão que sobrecarregam a articulação acromioclavicular devem ser os últimos a serem reintroduzidos: iniciar com cargas leves e amplitude reduzida, evitando que os cotovelos fiquem abaixo ou atrás da linha do corpo
  • A progressão deve ser guiada pelos sintomas: caso a articulação acromioclavicular fique irritada, reduza temporariamente a carga em vez de insistir no esforço

Critérios para avançar para a fase seguinte

  • Amplitude de movimento funcional completa e sem dor
  • Ausência de dor ou sensibilidade na área operada durante a realização dos exercícios
  • Força muscular próxima à do lado não operado, conforme avaliação clínica

Fase IV — Retorno às atividades plenas (a partir da semana 12)

Na posição de flexão, ao atingir o ponto mais alto do movimento, pressione as costas superiores em direção ao teto.

Kieran Hirpara 4.0

Flexão com protração (push-up plus)

Esta é a última etapa do retorno progressivo aos exercícios de flexão; por isso, vem por último. Comece encostado numa parede ou de joelhos, utilizando um arco de movimento reduzido, e evite que os cotovelos ultrapassem a linha do corpo. No ponto mais alto de cada flexão, empurre um pouco mais para arredondar as costas superiores, e depois desça de forma controlada. Aumente gradualmente a profundidade e a carga apenas enquanto a articulação acromioclavicular permanecer confortável; caso surjam dores nessa região, reduza novamente o esforço.

Conforme orientado pelo seu fisioterapeuta

A fase final consiste no retorno a atividades sem restrições. O dia a dia e a maioria dos esportes geralmente já foram retomados muito antes disso; o que ainda resta são as cargas mais pesadas. A força de pressão no treino é reconquistada progressivamente; para voltar ao desempenho anterior no supino, pode ser necessário cerca de quatro meses. Atletas que praticam esportes com movimentos repetitivos acima da cabeça retomam gradualmente essas atividades ao longo de dois a quatro meses após a cirurgia. O retorno pleno ao esporte e ao trabalho pesado será confirmado na consulta de acompanhamento, com base na amplitude de movimento completa, na capacidade de suportar cargas sem desconforto e em um exame satisfatório.

Para o seu fisioterapeuta:

Objetivos

  • Retorno irrestrito ao trabalho, à academia e aos esportes
  • Manutenção da força e da mecânica da cintura escapular a longo prazo

Conduta

  • Avançar o condicionamento específico para academia e esportes conforme a tolerância do paciente, incluindo exercícios de pressão pesada progressivos, com atenção à técnica para minimizar a sobrecarga na articulação acromioclavicular (profundidade controlada, cotovelos não ultrapassando a linha do corpo)
  • Realizar progressivamente exercícios de arremesso e atividades típicas de esportes com movimentos acima da cabeça, quando aplicável

Precauções

  • A progressão deve ser guiada pelos sintomas: qualquer dor recorrente na região da articulação acromioclavicular após determinado exercício é sinal para ajustar a carga ou a técnica antes de prosseguir

Após o cumprimento do seu protocolo

As fases descritas acima foram adaptadas a partir de protocolos de reabilitação publicados para a excisão da extremidade distal da clavícula (Departamento de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Saint Louis, Medicina Esportiva da Universidade de Utah, Sports Surgery New York, Palm Beach Orthopaedic Institute, OrthoVirginia e Specialty Physicians of Illinois). Os intervalos de semanas indicados são considerados típicos, não fixos. A reabilitação será orientada individualmente pelo seu fisioterapeuta, em conjunto com a nossa clínica, conforme a recuperação do seu ombro. Esta página complementa as orientações gerais de recuperação fornecidas pela clínica; consulte controle da dor pós-operatória e cuidados com a ferida. Para informações sobre a cirurgia em si, veja excisão da extremidade distal da clavícula.

As evidências clínicas que sustentam esta cirurgia e sua reabilitação (incluindo a comparação entre abordagem aberta e artroscópica, a quantidade de osso removida e os motivos para isso, além dos protocolos citados nesta página) estão resumidas, com todas as referências bibliográficas, na seção de evidências, disponível em formato PDF no topo desta página.


Evidence & references

This is the clinical evidence summary written for health professionals. It is technical, and it lists the research this page was built from. You do not need to read it to understand your treatment or to make a decision about it.

Topic scope: the evidence underpinning distal clavicle excision (DCE) — also called distal clavicle resection, AC joint excision, or the Mumford procedure — for the two main indications (acromioclavicular [AC] joint osteoarthritis and distal clavicular osteolysis, the "weightlifter's shoulder"), and the post-operative rehabilitation that follows. Covers open vs arthroscopic technique, direct vs indirect (bursal) approach, how much bone to resect, the iatrogenic-instability risk of over-resection, and the (consensus-based) phased rehab timeline.

Defining principle of the rehab here: DCE removes a few millimetres of worn bone from the end of the collarbone and repairs nothing that needs months of protection — provided the AC ligaments and superior/posterior capsule are preserved. So (like a debridement or subacromial decompression, and unlike a cuff repair, labral repair or AC-joint stabilisation) this is an early-motion pathway: a short sling for comfort only, movement from day one, strengthening as range returns. The single important caveat runs the other way: if the surgeon resects too much bone, or the stabilising AC ligaments/capsule are violated, the joint can become iatrogenically unstable — which is why technique (resection amount, ligament preservation) matters more here than the rehab calendar. The two operation-specific quirks the rehab respects are that cross-body (horizontal adduction) movement compresses the resected area and is the slowest to settle, and heavy pressing (bench press, dips, push-ups) loads the AC joint hardest and returns last.


A. THE OPERATION & ITS INDICATIONS

DCE removes the worn or eroded outer end of the clavicle so the acromion and clavicle no longer grind at the AC joint. Two indications dominate:

  • AC joint osteoarthritis — degenerative wear, often with a history of prior AC injury or simply age-related change. Surgery follows failed non-operative care (activity modification, analgesia, AC joint corticosteroid injection).
  • Distal clavicular osteolysis ("weightlifter's shoulder") — atraumatic, repetitive-microtrauma resorption of the distal clavicle seen in weightlifters and overhead athletes. Activity modification and rehabilitation are first-line; injection or surgery is reserved for refractory cases or athletes unwilling to stop loading [StatPearls 2023; Charron 1998].

DCE is frequently combined with subacromial decompression (for room/co-existing impingement) and the rehab is unchanged by that addition. If a rotator cuff repair is also performed, the slower protected cuff-repair pathway takes over.


B. EVIDENCE BY THEME

1. Open vs arthroscopic — equivalent long-term outcome, faster arthroscopic recovery

A randomised, prospective trial (Robertson et al., corpus, DOI 10.1016/j.jse.2006.10.006) and a systematic review (Pensak et al., Arthroscopy 2010) found similar long-term functional outcomes for open and arthroscopic DCE, with both arthroscopic techniques exceeding 90% good/excellent results. Across measures there was a trend toward earlier or better outcomes after arthroscopic treatment — less post-operative pain and a quicker return to daily activities — without a difference in the final result [Robertson RCT; Pensak SR 2010]. A second comparative cohort reached the same conclusion (corpus, DOI 10.1177/0363546511419633). Moderate (RCT + SR + cohort).

2. Direct vs indirect (bursal) arthroscopic approach — direct is faster

Among arthroscopic techniques, the direct (superior, top-down) approach permits a quicker return to athletic activity than the indirect/bursal approach, with equivalent long-term results — one comparison reporting a mean return to sport of ~21 days (direct) vs ~42 days (indirect) [Pensak SR 2010; arthroscopic-approach comparison]. Moderate.

3. How much bone to resect — and why over-resection is dangerous

This is the central technical controversy and the reason DCE rehab cannot be reduced to a calendar:

  • The stabilising superior and posterior AC ligament/capsule runs from the anterior acromion to the posterior distal clavicle, and the coracoclavicular (trapezoid) ligament inserts on the clavicle undersurface roughly 22–25 mm from the tip [Renfree; capsule/ligament-insertion cadaveric study, corpus DOI 10.1016/j.arthro.2009.04.072; clavicular-strut cadaveric study, corpus DOI 10.1016/j.jse.2013.01.004].
  • Anatomic work suggests as little as ~2.3–2.6 mm of resection can begin to violate the superior AC ligament [Renfree, via PMC6930955]; biomechanical models show AC joint anteroposterior translation increases after either open or arthroscopic excision, and stability falls as the resection lengthens [Blazar; resection-length biomechanical model, corpus DOI 10.1016/j.arthro.2007.07.004; DCE-vs-symmetric-resection biomechanics, corpus DOI 10.1177/0363546512469873].
  • The practical consensus is to resect enough to abolish bony contact but no more — commonly quoted as ~5 mm (sufficient to clear contact in cadaveric models) up to ~8 mm, and not beyond ~8 mm, preserving the posterior/superior capsule and AC ligaments [PMC6930955; StatPearls 2023; resection-length biomechanics, corpus DOI 10.1016/j.arthro.2007.07.004].
  • Over-resection or capsular violation can produce iatrogenic AC instability — a recognised (though uncommon) cause of persistent pain after DCE that may itself require ligament reconstruction [iatrogenic-instability case, PMC6930955; Painful Conditions of the AC Joint, corpus DOI 10.5435/00124635-199905000-00004].

Moderate (cadaveric/biomechanical + anatomic + expert consensus); exact safe threshold is debated.

4. Outcomes & return to activity

DCE is a reliable, high-satisfaction operation for the right indication — arthroscopic series report >90% good/excellent results [Robertson RCT; Pensak SR 2010]. For osteolysis in weightlifters, an arthroscopic-resection series reported return to sport at a mean of ~3 days and to the preoperative weight-training program at ~9 days, remaining asymptomatic and able to progress load beyond pre-operative levels at ~19-month follow-up [Charron, Am J Sports Med 1998, PMID 9548111]. Across the literature, most everyday activity returns within weeks and heavy pressing/overhead sport over ~3–4 months, consistent with the published rehab protocols. Moderate (cohort). A noted exception: worse ("poor") results cluster in patients with pre-existing post-traumatic AC instability or Workers'-Compensation claims [Pensak SR 2010] — DCE alone does not fix an unstable joint.


C. PHASED POST-OPERATIVE TIMELINE (isolated DCE ± subacromial decompression)

Week ranges are typical, not fixed — progression is criteria-based, guided by the physiotherapist.

Phase Window Sling ROM / use Strengthening Operation-specific notes
I — Early recovery & movement Week 0–2 Comfort only; weaned/discarded within 1–2 weeks Elbow/wrist/hand + pendulums from day 1; passive + active-assisted shoulder elevation/ER/behind-the-back IR; scapular setting Grip; gentle isometrics as pain allows Avoid cross-body (horizontal) adduction — it compresses the resected area. No driving in the sling; no weight-bearing through the arm
II — Restoring range Week 2–6 Off Progress assisted → active ROM to full in all planes; reintroduce cross-body adduction gradually (end-range pinching is common, settles) Begin cuff + scapular band work once active range near full; lifting ≤ ~5 kg Light lower-body conditioning (walk/bike/jog) from ~wk 4
III — Strengthening & return Week 6–12 Off Full functional ROM Bands → dumbbells; functional + sport-specific; most return to sport/heavier work ~8–12 wk Reintroduce AC-loading presses (bench/dips/push-ups) last — light, shallow depth, elbows not behind the body line
IV — Return to full activity Week 12+ Off Full Progressive heavy pressing; return to previous bench performance can take ~4 months; overhead athletes progressed over ~2–4 months Symptom-guided — recurrent AC ache with a lift = adjust load/technique before progressing

The phased structure is drawn from published surgeon/physiotherapy protocols (Saint Louis University; University of Utah Sports Medicine; Sports Surgery New York; Palm Beach Orthopaedic Institute; OrthoVirginia; Specialty Physicians of Illinois — see Citations). These are consensus/expert documents; no rehab RCT defines the optimal post-DCE regimen.


D. KEY CONTROVERSIES / EVIDENCE QUALITY

  1. How much bone to resect is the real debate, not the rehab. Too little leaves residual bony contact; too much risks iatrogenic instability. The safe window (~5–8 mm, capsule preserved) is supported by cadaveric/biomechanical and anatomic work, not by an RCT — exact thresholds vary by source. Moderate, technique-dependent.
  2. Open vs arthroscopic, direct vs indirect. Long-term outcomes converge; arthroscopic (and specifically the direct approach) recovers faster. Moderate (RCT + SR).
  3. Patient selection matters more than approach. Pre-existing AC instability and Workers'-Compensation status predict poorer results — DCE treats a worn/eroded joint, not an unstable one. Moderate.
  4. The rehab protocol itself is consensus. Phase timings come from surgeon patient-guidance protocols, not a rehab trial. Weak/consensus.

E. EVIDENCE STRENGTH FLAGS (summary)

  • MODERATE (RCT / SR): open vs arthroscopic equivalence with faster arthroscopic recovery (Robertson RCT; Pensak SR 2010, >90% good/excellent); direct > indirect for return speed.
  • MODERATE (cadaveric / biomechanical / anatomic): resection-length vs stability relationship and the iatrogenic-instability mechanism (resection-length model, corpus DOI 10.1016/j.arthro.2007.07.004; DCE-vs-symmetric biomechanics, corpus DOI 10.1177/0363546512469873; capsule/ligament insertions, corpus DOI 10.1016/j.arthro.2009.04.072).
  • MODERATE (cohort): osteolysis-in-weightlifters return-to-sport (Charron 1998); high overall satisfaction; poorer results with pre-existing instability / WorkCover.
  • WEAK / CONSENSUS: the post-operative rehabilitation protocol (surgeon patient-guidance documents; no defining rehab RCT); the exact "safe" resection threshold.

CITATIONS

RAG corpus (180,000+ Orthopaedic articles)

  • Robertson WJ, et al. Arthroscopic versus open distal clavicle excision: comparative results at six months and one year from a randomized, prospective clinical trial. J Shoulder Elbow Surg. 2007. DOI: 10.1016/j.jse.2006.10.006
  • Arthroscopic versus open distal clavicle excision (comparative cohort). Am J Sports Med. 2011. DOI: 10.1177/0363546511419633
  • The biomechanical stability of distal clavicle excision versus symmetric acromioclavicular joint resection. Am J Sports Med. 2013. DOI: 10.1177/0363546512469873
  • Arthroscopic distal clavicle resection: a biomechanical analysis of resection length and joint compliance in a cadaveric model. Arthroscopy. 2007. DOI: 10.1016/j.arthro.2007.07.004
  • Analysis of the capsule and ligament insertions about the acromioclavicular joint: a cadaveric study. Arthroscopy. 2009. DOI: 10.1016/j.arthro.2009.04.072
  • Acromioclavicular joint ligamentous system contributing to clavicular strut function: a cadaveric study. J Shoulder Elbow Surg. 2013. DOI: 10.1016/j.jse.2013.01.004
  • Painful conditions of the acromioclavicular joint. J Am Acad Orthop Surg (JAAOS). 1999. DOI: 10.5435/00124635-199905000-00004

Literature (URLs)

Published rehab protocols (patient-guidance — basis for the phase structure)