Paroníquia (infecção ao lado da unha) Folheto In-depth
O que você está sentindo
A paroníquia é uma infecção na dobra de pele ao lado ou atrás da unha. A pele nessa região fica vermelha e inchada, e dói ao toque. Pode haver um pequeno acúmulo de pus sob essa dobra de pele. A unha em si geralmente não é afetada, e a vermelhidão fica perto da ponta do dedo, sem se espalhar pelo dedo acima.
Na forma súbita (aguda), a dor aparece rapidamente depois de uma cutícula solta (espigão), de uma mordida na unha ou de outro pequeno ferimento na pele. A ponta do dedo lateja e fica sensível. Tarefas do dia a dia que pressionam a dobra dolorida se tornam difíceis: pegar moedas, abotoar botões, digitar ou lavar o cabelo.
Na forma de longa duração (crônica), a vermelhidão e o inchaço são mais leves, mas voltam repetidamente. Geralmente, os sintomas já estão presentes há 6 semanas quando o diagnóstico é feito. A condição tende a piorar depois que as mãos ficam molhadas por algum tempo; por isso, lavar louça por muito tempo, trabalhar como cabeleireiro ou lavar as mãos com frequência podem desencadeá-la. A dobra de pele atrás da unha pode se soltar da unha, e a própria unha pode se alterar: sulcos, ranhuras, alteração de cor ou formato arredondado. A cutícula pode desaparecer onde foi danificada pela manicure, pela água ou por produtos químicos no trabalho.
Se a paroníquia crônica não for tratada, crises dolorosas continuam voltando, à medida que germes entram na bolsa de pele sob a dobra. Ela também melhora lentamente: o tratamento pode levar várias semanas ou meses.
O que está realmente acontecendo
A dobra de pele que contorna a unha deveria ficar bem encostada à unha, vedando-a. Pense nela como a borracha de vedação ao redor de uma porta. Quando uma cutícula solta, uma mordida ou outro pequeno ferimento rompe essa vedação, germes entram por baixo. O corpo reage com vermelhidão, inchaço e pus, que são a dor latejante que você sente. A maioria das infecções súbitas é causada pelo estafilococo, um germe que vive na pele e entra por qualquer pequena abertura.
A forma de longa duração funciona de outra maneira. Nela, o problema começa com um dano à cutícula, a pequena faixa de pele na base da unha. Manicure, lavar as mãos com frequência, longos períodos na água ou produtos químicos no trabalho podem desgastar essa faixa. Quando ela desaparece, a dobra perde sua vedação e fica aberta. Água, sabão e sujeira então entram e irritam o tecido. A dobra se transforma numa pequena bolsa que retém umidade, e os germes se multiplicam nesse espaço úmido. Cada crise aumenta o inchaço e, com o tempo, a dobra se retrai e fica arredondada, o que mantém a bolsa. A irritação também perturba a unha enquanto ela cresce, e é por isso que aparecem sulcos ou alteração de cor.
Isso explica o padrão que você pode ter notado. As crises voltam depois que as mãos ficam molhadas, porque a umidade é exatamente o que a bolsa aberta acumula. O tratamento busca restaurar a vedação, e não apenas combater os germes, e é por isso que pode levar semanas ou meses. Se o pus se espalhar, ele pode avançar por baixo da unha ou para o outro lado; por isso, vale a pena agir cedo diante de uma infecção não tratada.
O que podemos fazer a respeito
O Dr. Kieran Hirpara, cirurgião de membros superiores no Mater Private Hospital Rockhampton, começa com as opções menos invasivas adequadas ao seu caso. Em geral, os pacientes são encaminhados à nossa clínica pelo seu médico de família; caso um fisioterapeuta tenha sugerido que você nos procure, ainda assim será necessário um encaminhamento do seu médico de família para ter direito ao reembolso do Medicare. Avaliamos o seu dedo e começamos o tratamento com medidas simples antes de qualquer coisa mais complexa.
O primeiro passo é proteger a dobra ungueal para que ela possa cicatrizar. Na forma crônica, manter as mãos secas e evitar longos períodos na água é a parte principal do tratamento. Compressas mornas com soro fisiológico podem ajudar uma infecção súbita a drenar sozinha quando não há pus acumulado sob a unha. Infecções iniciais às vezes melhoram em poucos dias sem remover a unha, levantando suavemente a cutícula e deixando a bolsa drenar. Uma pequena quantidade de cola pode ser usada para vedar o espaço entre a dobra de pele e a unha, e esse espaço cicatriza e se fecha em 6 a 8 semanas. Cremes aplicados na dobra ungueal também têm seu papel: cremes de corticoide funcionam melhor do que comprimidos antifúngicos tomados por via oral, e outros cremes também mostraram resultados promissores. Qualquer que seja a abordagem que usemos, cuidar das dobras ungueais é mais importante do que o próprio medicamento.
Se a infecção for causada por um germe, e não por irritação, podemos prescrever antibióticos por via oral. O tratamento antifúngico também pode ajudar quando a causa é uma levedura. Esses medicamentos são usados junto com as medidas de proteção acima, e não no lugar delas.
A cirurgia é considerada quando a infecção continua voltando apesar desses cuidados, ou quando há acúmulo de pus que precisa ser drenado. Um procedimento simples é tentado antes de qualquer coisa maior, e muitas pessoas se recuperam sem precisar remover a unha. Quando a cirurgia é necessária, ela tem como objetivo drenar o pus, limpar o tecido inflamado e restaurar a vedação ao redor da unha. Se a própria unha estiver danificada ou crescendo de forma irregular, ela pode ser removida no mesmo procedimento para que a dobra possa se recuperar. Após qualquer procedimento, a sua recuperação será orientada pela terapia da mão com Ruby Doolan, da Extend Rehabilitation, que também confeccionará qualquer tala de que você precise.
O que esperar
A maioria das infecções súbitas melhora bem depois que o pus é drenado e a dobra de pele pode cicatrizar. Um procedimento simples é tentado primeiro em quase todos os casos, e muitas pessoas são curadas sem que a unha seja removida. O alívio pode ser rápido: quando o pus sob a unha é liberado, a dor latejante diminui imediatamente. Uma pessoa com uma infecção grave voltou ao trabalho em tempo integral na quinta manhã após a drenagem. Geralmente, os antibióticos não são necessários após a cirurgia de uma infecção simples numa pessoa saudável.
A forma de longa duração evolui mais lentamente, e é bom saber disso de antemão. O tratamento pode levar várias semanas ou meses, e cuidar das dobras ungueais é mais importante do que qualquer creme aplicado nelas. Quando o espaço entre a dobra de pele e a unha é vedado com cola, esse espaço cicatriza e se fecha em 6 a 8 semanas. Com uma das abordagens de tratamento, as unhas doloridas melhoraram ao longo de um ciclo de terapia que durou cerca de 20 dias, em média, embora algumas pessoas tenham precisado de mais tempo. Antes do tratamento, a maioria das pessoas desse grupo tinha unhas moderadamente ou muito doloridas; depois, bem menos pessoas tinham.
O que você sente ao longo do caminho depende de quanto a dobra se alterou. Se o inchaço e as crises forem tratados cedo, a dobra pode se recuperar e a unha muitas vezes volta a crescer com aparência normal. Se a dobra estiver inflamada há muito tempo, a cutícula pode continuar arredondada e espessada, e sulcos ou ranhuras podem permanecer na unha até que ela cresça por completo. Manter as mãos secas é o que protege o resultado, porque cada crise reinicia o inchaço.
Não tratar é o outro caminho, e raramente a condição melhora sozinha. Crises dolorosas continuam voltando, à medida que germes entram na bolsa sob a dobra. Ao longo de meses e anos, a dobra se retrai ainda mais, a unha fica mais grossa e com ranhuras, e as tarefas do dia a dia que exigem uma pinça firme continuam desconfortáveis. Num pequeno número de casos negligenciados, a infecção pode avançar mais fundo e atingir a articulação do dedo, o que é muito mais difícil de tratar. Agir cedo protege tanto a unha quanto o dedo.
Quando procurar ajuda médica
Consulte o seu médico de família se a dor ao lado da unha durar mais de 6 semanas, ou se as crises continuarem voltando depois que as mãos ficam molhadas. Solicite uma avaliação por um especialista se a dobra de pele tiver se soltado da unha, se a cutícula tiver ficado grossa e arredondada, ou se a unha estiver crescendo com sulcos ou ranhuras. Essas alterações significam que a bolsa sob a dobra já se instalou, e ela raramente melhora sozinha.
Vá ao pronto-socorro ou peça uma avaliação urgente se a vermelhidão se espalhar além da articulação do dedo mais próxima, se o dedo inteiro ficar quente e inchado, ou se você se sentir mal e com febre. As infecções da mão podem se tornar difíceis de controlar depois que se espalham; por isso, não espere que esses sinais passem.
Avise o seu médico de família se um caroço ao lado da unha não responder aos cremes, ou se continuar crescendo. Raramente, um crescimento nessa região pode ser um tumor, e não uma infecção, e isso exige uma avaliação adequada.
Em maior profundidade
Advanced reading: the deeper science (optional)
Esta seção vai além do que você precisa saber para tomar decisões sobre o próprio tratamento. A paroníquia merece essa leitura adicional, pois um único termo abrange duas condições que se comportam de maneira diferente, respondem a tratamentos opostos e são frequentemente confundidas. Além disso, a abordagem cirúrgica para a forma crônica é mais antiga, mais simples e conta com mais evidências científicas do que a maioria das pessoas imagina.
Duas condições, um mesmo nome
A paroníquia aguda é uma infecção bacteriana da dobra ungueal, geralmente causada por Staphylococcus aureus, que se desenvolve em 24 a 48 horas após a ruptura da barreira entre a unha e a pele [1]. A área afetada fica vermelha, quente, tensa e extremamente dolorosa, além de formar pus.
A paroníquia crônica, definida convencionalmente como aquela que persiste por mais de seis semanas, na verdade não é uma infecção propriamente dita. Trata-se de uma dermatite inflamatória da dobra ungueal provocada pela exposição repetida à umidade e a substâncias irritantes; a perda da integridade da barreira cutânea permite a entrada de novos irritantes, criando um ciclo que se autoalimenta [2]. Candida é frequentemente isolada dessas dobras, razão pela qual essa condição foi por muito tempo considerada uma infecção fúngica; contudo, hoje entende-se que sua presença representa uma colonização de uma dobra já danificada, e não a causa da doença.
O estudo que redefiniu a forma crônica da doença
A evidência que comprova isso é um estudo randomizado, duplo-cego e com duplo placebo, no qual se comparou um corticoide tópico (aceponato de metilprednisolona) com dois antifúngicos sistêmicos. Dos 48 pregos tratados com o corticoide tópico, 41 apresentaram melhora ou cura, em comparação com 30 de 57 tratados com terbinafina e 29 de 64 tratados com itraconazol; esse resultado representa uma vantagem estatisticamente significativa para o corticoide [3].
Esse mesmo estudo traz a observação ainda mais decisiva: a presença de Candida não está estritamente ligada à atividade da doença, e a erradicação de Candida esteve associada à cura clínica em apenas 2 dos 18 pacientes que apresentavam essa presença na avaliação inicial [3].
Isso é difícil de conciliar com uma etiologia fúngica, mas fácil de conciliar com uma etiologia inflamatória: o fungo atua apenas como um “passageiro” em uma dobra cutânea já danificada, não como o agente causador da doença. Isso redefine a condição como um problema de barreira cutânea: a cutícula funciona como um selo protetor; o contato constante com água e substâncias irritantes a danifica; a dobra cutânea incha, e essa área inchada não consegue mais se selar, permitindo a colonização por microrganismos. Tratar esses microrganismos, porém, não corrige o mecanismo subjacente da doença.
A consequência prática disso é algo nada glamouroso – e justamente o que os pacientes mais negligenciam: a intervenção mais eficaz é manter as mãos secas e longe de substâncias irritantes. Nesse aspecto, o uso de luvas é muito mais eficaz do que qualquer medicamento prescrito.
Paroníquia aguda: drenagem e até que ponto é necessário interferir
Uma vez formado o pus, os antibióticos sozinhos não são suficientes para resolver o problema; é preciso drenar o acúmulo de pus [1].
O método tradicional consiste em afastar a dobra ungueal da placa ungueal para descomprimir o abscesso, removendo também parte da unha onde o pus se acumulou.
Uma alternativa que preserva a unha é a técnica do “rolo suíço”, na qual a dobra ungueal é elevada e enrolada ao redor de uma sutura, em vez de ser incisa ou excisada; permanece assim por alguns dias e depois é desenrolada [4]. O benefício dessa técnica é que ela drena o acúmulo de pus que se espalhou pela dobra ungueal sem danificar a placa ungueal nem a própria dobra, o que é importante, pois a alternativa seria uma incisão mais ampla.
Em ambos os métodos, o princípio geral é que a incisão deve descomprimir a dobra ungueal, sem atingir a polpa do dedo; afinal, a polpa constitui um compartimento separado, e sua abertura transformaria uma paroníquia simples em uma ferida mais complexa de tratar.
Marsupialização da epóniquia
No caso de paroníquia crônica que não cede ao tratamento, a cirurgia utilizada foi descrita em 1976 e permanece praticamente inalterada desde então.
O procedimento de Keyser e Eaton consiste na remoção de um trecho em forma de crescente da dobra ungueal proximal espessada, retirando o tecido inflamado sem atingir a matriz germinativa; o defeito resultante é deixado aberto para cicatrizar por contração, o que faz com que a dobra volte a cobrir a lâmina ungueal e restaure a barreira que a doença havia destruído [5].
A anatomia é o fator determinante para a importância dessa margem. Abaixo da cutícula existe um recesso de 2 a 3 milímetros contendo a matriz germinativa, responsável pela produção da lâmina ungueal; a camada subcutânea sobre essa região regula a superfície da unha. Qualquer alteração nessa camada — seja por infecção, pressão ou trauma — afeta a produção ungueal de forma proporcional: episódios breves geram sulcos transversais, enquanto doenças crônicas provocam os sulcos longitudinais e o espessamento característicos da paroníquia crônica [5].
Portanto, preservar a matriz germinativa evita deformidades ungueais permanentes; deixar a ferida aberta permite a contração necessária para reestabelecer a barreira cutânea. Fechar a ferida anularia esse efeito terapêutico.
O refinamento que eliminou as recorrências
O dado de resultado mais útil é uma pequena série de casos com uma comparação interna clara. Conforme relatado, dedos com irregularidades ungueais tratados apenas com marsupialização apresentaram recorrência em uma minoria dos casos; já um grupo subsequente de dedos com irregularidades ungueais tratados com marsupialização acompanhada da remoção da placa ungueal não apresentou recorrências; dedos sem irregularidades ungueais cicatrizaram com a marsupialização isolada [6].
Essa série é pequena e sequencial, não randomizada; portanto, trata-se de um indício, não de uma prova. O texto completo não esteve disponível para nós; assim, os valores acima foram extraídos da literatura secundária, não do artigo original. Contudo, isso gera uma regra cirúrgica concreta: uma unha irregular ou com sulcos indica que a doença já atingiu a matriz ungueal; nesses dedos, a placa ungueal também deve ser removida. Já uma unha de aparência normal pode ser deixada intacta.
Para uma condição tão comum, esse é um achado excepcionalmente útil na prática clínica; por isso, o estado da placa ungueal — e não apenas da dobra cutânea — merece ser avaliado antes de decidir-se pela cirurgia.
Referências
[1] Ritting AW, O'Malley MP, Rodner CM. Paroníquia aguda. J Hand Surg Am. 2012;37(5):1068-70. https://doi.org/10.1016/j.jhsa.2011.11.021
[2] Shafritz AB, Coppage JM. Paroníquia aguda e crônica da mão. J Am Acad Orthop Surg. 2014;22(3):165-74. https://doi.org/10.5435/JAAOS-22-03-165
[3] Tosti A, Piraccini BM, Ghetti E, Colombo MD. Corticosteroides tópicos versus antifúngicos sistêmicos no tratamento da paroníquia crônica: estudo aberto, randomizado, duplo-cego e duplo placebo. J Am Acad Dermatol. 2002;47(1):73-6. https://doi.org/10.1067/mjd.2002.122191
[4] Pabari A, Iyer S, Khoo CTK. Técnica do “rolo suíço” para tratamento da paroníquia. Tech Hand Up Extrem Surg. 2011;15(2):75-7. https://doi.org/10.1097/BTH.0b013e3181ec089e
[5] Keyser JJ, Eaton RG. Cura cirúrgica da paroníquia crônica por marsupialização da epôniquia. Plast Reconstr Surg. 1976;58(1):66-70. https://doi.org/10.1097/00006534-197607000-00011
[6] Bednar MS, Lane LB. Marsupialização da epôniquia e remoção da unha como tratamento cirúrgico da paroníquia crônica. J Hand Surg Am. 1991;16(2):314-7. https://doi.org/10.1016/S0363-5023(10)80118-2
Evidence & references
This is the clinical evidence summary written for health professionals. It is technical, and it lists the research this page was built from. You do not need to read it to understand your treatment or to make a decision about it.
Overview
- In chronic paronychia, C. albicans involvement was found in the outer epidermis with mycelium, but without involvement of the dermis [1].
- Candida albicans was recovered in approximately 15% of paronychia cases [3].
- Untreated paronychial infection can cross the eponychium to the contralateral paronychial fold, course anteriorly into the pulp tissue, and decompress into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis [5].
Anatomy & Pathophysiology
Microbiology & Histopathology
- In chronic paronychia, C. albicans involvement is present in the outer epidermis with mycelium, but there is no involvement of the dermis [1].
Surgical Anatomy & Pathology
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold or eponychial marsupialization, with or without nail plate removal [2].
Clinical Presentation
- Candida albicans was recovered in about 15% of paronychia cases [3].
- In a patient with habitual nail biting, an untreated paronychial infection crossed the eponychium to the contralateral paronychial fold, coursed anteriorly into the pulp tissue, and decompressed into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis [5].
Investigations
- In chronic paronychia, C. albicans involvement was found in the outer epidermis with mycelium, but no involvement of the dermis was observed [1].
- A careful physical examination is essential to direct care and future testing, as diagnostic tests such as imaging and serum laboratory studies can be expensive, time-consuming, and often nonspecific [27].
Treatment
Operative
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold [2].
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include eponychial marsupialization [2].
- Surgical treatment for recalcitrant chronic paronychia may be performed with or without nail plate removal [2].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The mean difference in apparent nail-plate exposure between the eponychial folding flap and rectangle recession was 0.61 mm (95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001) [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior aesthetic satisfaction compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior postoperative pain outcomes compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The application of the eponychial flap allowed a nail lengthening ranging from 28.5 to 80% of the exposed nail body [9].
Non-Operative
- In chronic paronychia, C. albicans involvement is present in the outer epidermis with mycelium [1].
- In chronic paronychia, C. albicans involvement does not extend to the dermis [1].
- The nail should be retained whenever possible because it can be used as a splint and simultaneous waterproof dressing in many finger tip injuries [12].
- Retaining the nail eliminates most of the pain attributable to exposure of the nail bed in many cases [12].
Complications
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold or an eponychial marsupialization, with or without nail plate removal [2].
Recovery
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure compared to rectangle recession, with a mean difference of 0.61 mm (95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001) [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of aesthetic satisfaction compared to rectangle recession [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of postoperative pain compared to rectangle recession [15].
Key Evidence
- [L4] Each lesion studied had C. albicans involvement with mycelium in the outer epidermis but no involvement of the dermis. [1] (10.1001/archderm.1962.01590090066015)
- [L4] In recalcitrant cases, surgical treatment may be resorted to, which includes en bloc excision of the proximal nail fold or an eponychial marsupialization, with or without nail plate removal. [2] (10.4103/0019-5154.123482)
- [L4] Candida albicans was recovered in about 15% of the cases. [3] (10.1016/0266-7681(93)90063-l)
- [L5] This patient with habitual nail biting developed a paronychial infection, which untreated, crossed the eponychium to the contralateral paronychial fold, coursed anteriorly into the pulp tissue, and finally decompressed into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis. [5] (10.1016/s0363-5023(05)80062-0)
- [L4] The application of the eponychial flap allowed a nail lengthening ranging from 28.5 to 80% of the exposed nail body. [9] (10.1016/s0363-5023(03)80451-3)
- [L5] The nail should be retained whenever possible because it can be used as a splint and simultaneous waterproof dressing in many finger tip injuries, and in many cases eliminates most of the pain attributable to exposure of the nail bed. [12] (10.1016/s0266-7681(84)80030-3)
- [L4] The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure (mean difference 0.61 mm; 95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001), aesthetic satisfaction, and postoperative pain, without compromising scar quality or functional recovery. [15] (10.1016/j.jhsg.2026.101101)
References
[1] Chronic Paronychia. Archives of Dermatology. 1962. DOI: 10.1001/archderm.1962.01590090066015
[2] Management of chronic paronychia. Indian Journal of Dermatology. 2014. DOI: 10.4103/0019-5154.123482
[3] Paronychia: a Mixed Infection. Journal of Hand Surgery. 1993. DOI: 10.1016/0266-7681(93)90063-l
[5] Eikenella osteomyelitis in a chronic nail biter: A case report. The Journal of Hand Surgery. 1995. DOI: 10.1016/s0363-5023(05)80062-0
[9] The eponychial flap: A new technique to restore the length of a short nail. The Journal of Hand Surgery. 2003. DOI: 10.1016/s0363-5023(03)80451-3
[12] The Best Dressing for a Nail Bed is the Nail Itself. Journal of Hand Surgery. 1984. DOI: 10.1016/s0266-7681(84)80030-3
[15] Comparative Outcomes of Rectangle Recession Versus Eponychial Folding Flaps for Nail-Plate Length After Fingertip Amputation. Journal of Hand Surgery Global Online. 2026. DOI: 10.1016/j.jhsg.2026.101101
[27] Orthopaedic Knowledge Update 13 Ebook Without Multimedia. Anatomy, Evaluation, Clinical Examination, and Imaging > Evaluation and Clinical Examination: Current Concepts.




